Ourinhos

 

Tempo passando e nada do pessoal andar de moto. Aí, conversa vai, conversa vem, decidimos fazer um passeiozinho de fim de semana, dias 12/13/14 julho, só para por as motos na estrada. A Edna, louca pra por a moto nova dela na estrada outra vez. O destino escolhido, foi Ourinhos, pela simpatia do povo daquela cidade e por ser uma distância nem muito curta, nem muito longa.

Sidnei/Edna, Manolo/Rosana, todos de moto, e Edson/Cláudia de carro, sairam na sexta-feira. Viagem tranquila, com o Sidnei errando o caminho, como sempre. Rotina. Chegamos bem ao hotel, fizemos check-in e ficamos no bar do hotel degustando uma cervejinha. Tentamos ir a um restaurante num shopping ao lado do hotel, mas não deu certo, estava tudo fechado. Voltamos para o hotel e almoçamos por lá mesmo. Tiramos uma soneca e voltamos para jantar no restaurante do hotel – outra vez. Muuuuita preguiça.

No sábado, Bandita/Pivão, ele pilotando a moto dela e ela na garupa, e o Wagner, também de moto, foram nos encontrar. O Belo tinha falado que ia, mas esqueceu do aniversário da filha e teve que cancelar. Mas o Wagner o substituiu muito bem, chegando atrazado ao encontro com a Bandita e o Pivão. O resto do povo, não pôde ir, pena…

Logo após chegarem em Ourinhos, fomos todos almoçar num restaurante argentino, indicado por amigos. Muito boa a comida. Depois fomos passear pelo centro da cidade. Paramos para um café e o Manolo aproveitou para comer uma fatia de bolo. Logo depois, em outro local, eu e o Edson comemos um churro. Muito bom, mas muito grande, saímos estufados. Depois dessa, só mesmo uma soneca pra ajudar na digestão. Saímos à noite para jantar numa cantina italiana. Nos empaturramos outra vez. Foi um passeio gastronômico. Agora temos a semana inteira pra perder o peso que ganhamos. Mas a Edna já começou em Ourinhos mesmo, fazendo esteira lá no hotel no sábado e no domingo.

No domingo, o Wagner não acordou bem. Alguma coisa que ele comeu não fez bem a ele. No fim, o Edson deu uma carona pra ele até a casa dele em Itu e o Pivão levou a moto dele. A Bandita teve que pilotar a moto dela. Coitada, ficou tão chateada…Smiley piscando. Ela e a Edna deram um esticão na Castello e sumiram de vista. Só as encontramos mais a frente, num pedágio. Ambas com um sorriso de orelha a orelha. No fim, decidiram que o Pivão levaria a moto do Wagner para Sampa e depois o Wagner vai pegar. Eu bem que queria que o Pivão deixasse a moto do Wagner em casa, assim, eu cobraria um churrasco pra devolver, mas ele não topou não. Pena. No fim,  todos chegaram bem em suas casas, sem maiores problemas. Comemos muuuito, botamos as fofocas em dia e ainda matamos a vontade de pilotar nossas motos. Não poderia ser melhor.

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Poços de Caldas–jun/19

O Manolo convidou a turma para visitar a mostra de motos em Poços de Caldas no fim de semana de 01-02 junho. Sidnei(eu)/Edna, Wagner/Ana toparam. O resto do povo, infelizmente, não pôde ir. Marcamos saída no posto do Oi. De lá saíram Sidnei/Edna, Manolo e Rosana. Ela de carro por causa de remédios que estava tomando. Passamos no Serra Azul, onde o Wagner e a Ana nos esperavam e de lá seguimos em frente. Paramos para abastecer perto de Andradas, onde um caminhoneiro nos deu a dica de ir por Andradas pois a serra, depois daquela cidade, é muito bonita. Fizemos esse caminho e, de fato, a serra é bastante bonita.

Em Poços, enquanto esperávamos os quartos serem liberados, uma cervejinha pra relaxar. E a Edna aproveitou para ir numa sapataria para consertar a bota dela. Depois de alojados, direto pro Restaurante Araujo para almoçar. Em seguida, seguimos para a mostra de motocicletas. Não mudou muito desde a última vez que visitamos essa mostra. Pequena, com poucas motos. De diferente da última vez, agora tinha um mecânico que iria montar uma CB 400 em apenas 2 horas. Ficamos esperando para ver e curtindo um rock das bandas contratadas para o evento. Foi aí que encontramos o Talibã e a Melissa, amigos dos tempos dos Nouflanelas. Estavam passeando com um grupo de amigos. O Manolo e o Talibã ficaram no maior papo enquanto o mecânico montava a moto e acabaram não vendo nada durante a montagem. Mas também, ninguém teve paciência de ficar até o fim da montagem. Voltamos todos para o hotel, para um banho e relaxar.

À noite, voltamos para o Restaurante Araujo para uma pizza. Acabou que o Talibã e Melissa apareceram com o grupo deles para jantar também. Um bom papo, pizza e cerveja e voltamos para o hotel.

No dia seguinte, o Wagner e a Ana resolveram voltar mais cedo pra casa. Saíram logo de manhã. A Edna, o Manolo e a Rosana foram passear de teleférico e o Sidnei, adivinha… na cama. Na volta dos três, saímos todos de volta para Sampa. Maior sol. Perto de Mogi Mirim, paramos para abastecer. Mas o espírito do Belo, só de sacanagem, resolveu baixar no Sidnei. Quando eu fui empurrar a moto para longe da bomba, esqueci de abaixar o pé de apoio da moto e fomos os dois pro chão. Nada grave. Enquanto isso, a Edna recebeu msg do Wagner avisando que chegaram bem e que estava chovendo em Campinas. Saímos de espírito preparado para a chuva. Chegando em Campinas, foi o espírito do Pivão que baixou no Sidnei. Em vez de ir pela D. Pedro e Bandeirantes, resolvi cruzar a cidade de Campinas. Fui xingado pela turma, mas pelo menos ninguém tomou chuva e a Edna pôde praticar bastante o pára e anda com a moto nova dela. Agora, pelo menos, ela se acostumou bastante com uma moto mais pesada. No fim, saímos direto na Santos Dumont e a turma se separou. Manolo/Rosana finalmente pegaram a Bandeirantes e eu e a Edna seguimos até a Castello. Mas aí, não teve jeito. Chuva até chegar em casa. Mas chegamos todos bem, apesar dos espíritos sacanas dos amigos que não puderam ir…. Tomara que eles possam ir na próxima, pro Sidnei não “pagar” mais micos.

Aiuruoca

 

Clique aqui para ver filminho do grupo almoçando no Restaurante Casal Garcia

Depois de um bom tempo, finalmente saímos para um passeio. Dessa vez, o destino foi Aiuruoca, em MG. Fica na Serra da Mantiqueira, ao pé do Pico do Papagaio. Distante mais ou menos 350 km de SP. Muitos morros e cachoeiras na região. O nome Aiuruoca vem do tupi-guarani e significa Casa do Papagaio (Aiuru = papagaio e oca=casa). O Wanzer esteve lá quando fez o Caminho Real e gostou tanto que nos convidou para conhecer. Marcamos para o último fim de semana de março. Fomos em 5 casais e 10 motos. Wanzer/Soninha, Manolo/Rosana, Edson/Cláudia, Sidnei/Edna e Antonio Carlos/Luciane. Edna, Cláudia e Soninha, todas de moto nova, e a Luciane estreando na estrada conosco. Belo/Céu e Pivão/Bandita dessa vez não puderam ir. Pena.

Encontro marcado em Mairiporã, menos Sidnei/Edna e Edson/Cláudia que foram direto para Atibaia esperar o resto do grupo. Tocada tranquila, sem problemas. O trecho entre a Fernão Dias e Aiuruoca tem uma paisagem muito bonita. Chegando na cidade, fomos direto para o Armazém Macieira tomar algumas cervejas artesanais e comer algumas tortas caseiras. Depois de muita farra, seguimos para a pousada, onde tomamos um banho e continuamos a conversa até a fome bater. Fomos então comer uma pizza e depois dormir.

Dia seguinte fomos visitar o Vale do Matutu (significa Cabeceira Sagrada), com veículos 4×4. O Wanzer conseguiu dois veículos que acomodassem os 5 casais. São 17 kms de estrada de terra. Saímos às 08h30 e pegamos uma estradinha de terra batida, mas em boas condições. Alguns trechos eram ruins, mas a maior parte foi tranquilo. O Vale do Matutu foi declarado pela Unesco como reserva da biosfera da Mata Atlântica e faz parte da área de proteção ambiental (APA) da Serra da Mantiqueira. Nossa primeira parada foi no Casarão, secular sede da fazenda antiga e patrimônio histórico municipal, que está no centro do Matutu. Atualmente é a sede da Associação de Moradores e Amigos, a AMA Matutu e abriga um Centro de Informações ao visitante. Passeamos pelo casarão, com seu piso de madeira antiga, pé direito bem alto, forno a lenha, janelas e paredes largas. Eles têm um cômodo onde vendem lembranças, queijos e goiabadas. Compramos queijo e goiabada cascão e fizemos um lanchinho na cozinha do casarão. Muito legal. Depois fomos passear pelo local em direção a uma cachoeira. No caminho, pés de Araucárias, com pinhas. O chão, cheio de pinhões. Mesmo assim, o Wanzer jogou uma pedra pra tentar derrubar uma pinha. Mas não conseguiu não. Já o Manolo, acertou na primeira. Enchemos um saco plástico com os pinhões para cozinhar à noite. Começou a chover e desistimos de chegar na cachoeira. Voltamos para o casarão e a chuva passou. Bom, seguimos nosso passeio, dessa vez para o restaurante Casal Garcia. Um bar e restaurante com vista para a Cachoeira dos Garcia. Já no caminho, dava para curtir uma paisagem maravilhosa. E no restaurante, além da cachoeira, dava para ver o mar de morros com o Pico do Papagaio ao fundo. Almoço com cerveja artesanal, música ao vivo e uma vista maravilhosa. Apesar da distância e da estrada, estava lotado e tivemos que esperar um pouco. Mas nada que algumas cervejas e caipirinhas não contornassem. No fim do almoço, como cortesia, a dona nos ofereceu um coquetel de alguma fruta cítrica. Veio com uma pequena colher de pau para mexer. Teve gente que achou que era um canudo e tentou chupar. Adivinha só a zoeira que tiveram que aguentar. Um cafezinho e voltamos para a pousada. Cansados. Mesmo assim, ainda saímos para um sorvete algumas horas mais tarde. Mas, adivinha quem recusou o sorvete e preferiu dormir? O Wanzer!!! Inacreditável. O cara já não é mais o mesmo. Nunca o vi recusar sorvete antes. Fim dos tempos. Bom, fomos dormir. Lembra dos pinhões que pegamos para cozinhar à noite? Não? Nem nós lembramos.

Domingo, dia de voltar. Saímos às 10h00. Tempo suficiente para compras, na maioria queijo, marmeladas e azeites. Pegamos estrada, mas o Sidnei, que estava puxando, errou a saída da cidade. Tivemos que voltar. Ainda bem que foi um trecho pequeno. Edson e Cláudia se separaram do grupo no primeiro entroncamento. Na Fernão Dias, pra variar, nos perdemos do Manolo. Mas o Wanzer o encontrou e nos reunimos novamente. Mais pra frente Sidnei e Edna saíram pela Dom Pedro. Volta tranquila, todos chegaram bem. Foi o primeiro passeio do ano e foi muito bom. Agora é só esperar pelo próximo. Valeu turma.

VIAGEM PARA MENDOZA – ARGENTINA

 

Tinha vontade de conhecer esta região há tempos. Os amigos Pivão e Eliane foram no final de 2017 passear e fizeram os caracoles do Chile. As fotos me encantaram ainda mais, fazendo me programar para conhecer. Bom então vamos nos programar, pensei.

Comecei a pesquisar e, tudo certo, convidei os amigos para esta viagem. Bom, um tem uma coisa, o outro, outra e assim só meu fiel escudeiro o SEUCHUPANÇA resolveu ir.

Bom, então vamos nós!

Saímos dia 22 dezembro aqui de casa às 6 hs da manhã (sim chegou no horário).

Partimos. Nosso objetivo seria a divisa com a Argentina, a cidade de Dionísio Cerqueira, mas por motivos de força maior paramos em Palmas PR para dormir.

No dia seguinte saímos após o café da manhã, fizemos a aduana, trocamos dinheiro e seguimos com destino a Posadas-Missiones para conhecer as ruínas Jesuítas argentinas, já que as brasileiras, em partes, já conhecemos. Nos hospedamos no Hotel Posadas. Chegando, fizemos o check-in e contratamos um remi para nos levar até San Ignácio Mini (assim pudemos descansar o assento da moto). Lugar muito bonito. As ruínas estão em partes restauradas. Havíamos pensado em conhecer as do Paraguai, mas a fila para atravessar era muito, mas muito grande mesmo. Eram de paraguaios que trabalham na argentina indo passar as festas com suas famílias. Então resolvemos deixar para uma próxima vez.

No dia seguinte pegamos as motos e fomos conhecer as outras ruínas e outros pontos turísticos da região de Posadas.

No outro dia, após o café da manhã, saímos rumo a Mendoza. Rodamos o dia todo até a cidade de Paraná –Entre Rios.

Ao entrar na cidade, vimos hotel, paramos e lá ficamos. Tomamos banho, chamamos um Remi e fomos tomar uma cerveja e comer alguma coisa. Depois cama, pois no outro dia iríamos levantar cedo.

No dia seguinte acordamos, tomamos o café da manhã e seguimos rumo a Mendoza-Mendoza.

Tínhamos uma reserva no hotel e lá nos hospedamos. Chegamos já era noite, mas ao entrarmos na província de Mendoza, passamos por um portal. A ruta 7 dá acesso à cidade. Conforme fomos descendo sentido capital, o sol ia se pondo e a nossa frente estava a cordilheira, que era vista apenas sua silhueta. Já dos dois lados da estrada, vinhedos e mais vinhedos nos acompanhavam e ao fundo o sol se pondo. Era 20.30 hs quando ele se escondeu lentamente atrás da cordilheira e destacava ainda mais a silhueta da cordilheira. As nuvens passaram a ter um tom dourado intenso e, por trás das montanhas, o sol ia se despedindo, podendo ser traduzida apenas pela sensação e pelo sentimento de felicidade por estar presenciando tudo aquilo. Simplesmente maravilhoso.

Pouco tempo depois estávamos dentro da cidade, onde o GPS nos levou ao hotel e fizemos o check-in. Descarregamos as malas e, ao lado, tem o que, pra nós, é uma quitanda. Compramos frutas, um pouco de queijo e fomos no hall do hotel tomar uma cerveja e comer nosso queijo, já que o hotel não servia jantar. Depois fomos descansar.

No dia seguinte optamos por fazer um tour para conhecer os vinhedos, as bodegas e lugares onde se produz azeite com direito a degustação. Muito bom, principalmente poder beber sem ter que pilotar.

Assim, fomos em duas Bodegas e também conhecer um azeite elaborado de modo artesanal. Uma delícia.

Retornamos ao hotel por volta das 20 hs. Mais uma vez tomamos uma cerveja, lanchamos no hotel e cama.

No outro dia saimos para conhecer e/ou fazer os caracoles del año – Villa Vicenzo, 365 curvas

Bom rodamos uns 20 km, saindo da cidade sentido ruta 52, quando de repente, o meu amigo SEUCHUPANÇA cola ao meu lado e pede pra eu parar. Parei e disse.

-Fala Belão

E ele diz

-Vamos precisar de documentos?

Eu respondo

-PASSAPORTE NÃO! Só os documentos da moto e carteira de habilitação.

-bom adivinhem.

Depois de uma hora …..

Retornamos ao mesmo ponto e seguimos ate Villa Vicenzo

É um caminho pitoresco, também chamado “a estrada de um ano” (pelas 365 curvas e contracurvas), que vai desde o Hotel até a Cruz de Paramillos (a 3.200 metros sobre o nível do mar), a antiga estrada para o Chile. Atualmente é um caminho de ripio com uma impressionante vista para o vale com imponentes paisagens, às vezes interrompido por deslizamentos que resultado de grandes chuvas ou tormentas, provocam o deslocamento de pedras e terra pelo caminho.

Rica em mananciais que fornecem água a numerosos postos de criadores de gado. A mais importante destas vertentes está no km 47 e forma as Termas de Villavicencio. Estão localizadas a 1.800 metros de altitude. Suas águas minerais são saudáveis para beber e famosas por suas propriedades curativas. Aqui são engarrafadas e logo comercializadas em todo o país. As águas minerais de Villavicencio procedem destes mananciais. Embora este local já fosse conhecido na época dos aborígenes, seus valores terapêuticos se difundiram a partir de 1902

A 3.000 m, permite conhecer todo o esplendor do Valle de Uspallata, aos pés da imponente cordilheira, com um visual do magnífico Aconcagua. Por volta de 1.700, os jesuítas exploraram aqui uma mina de prata e construíram uma pequena capela de pedra cuja alta cruz deu nome ao local. Anos mais tarde, a mina foi adquirida pelo grande latifundiário Joseph de Villavicencio. Cerca de 3 km mais adiante se encontram restos de estabelecimentos mineiros. A 500m, uma placa, à esquerda, lembra a passagem do ilustre naturalista Carlos Darwin (1835) que, neste local, descobriu exemplares de fósseis de araucárias.

No km 67 termina o caminho sinuoso e a estrada continua em direção a Uspallata. Avista-se um grande vale e podemos apreciar alamedas, potreiros e casas de campo. Este extenso espaço entre as montanhas se extende até o norte pelos amplos vales de Calingasta, Rodeo e Iglesia, outrora atravessados pelo legendário Camino del Inca. Os vales de Uspallata e Calingata formam o maior vale da Cordilheira dos Andes em toda sua extensão sul-americana.

No final da estrada chegamos a Uspallata, última cidade argentina, caminho único para aceso ao Chile. De lá retornamos pela ruta 7 até Mendoza. Novamente chegamos a noite, paramos para comer próximo ao hotel, era 22.30 hs. Tomamos umas cervejas, comemos e hotel, pois no outro dia faríamos os caracoles do Chile.

Assim saímos pela manhã sentido caracoles chilenos.

Seguimos desta vez por uma outra ruta. Em Mendoza sentido Chile existem 3 caminhos, todos terminam em Uspallata.

1) A ruta 7, linda, toda cercada de montanhas altas. Ora muda de cor, mas sempre dos dois lados das montanhas;

2) Caminho de Villavicencio, descrito acima;

3) Caminho de Cacheuta Ruta 82, que é muito bonita, com barragens, tuneis e uma estrada com lindos caracoles.

Então, neste dia seguimos pelo caminho de Cacheuta até Uspallata. Paramos para abastecer e ficamos sabendo que a Aduana no Chile estava com 4 horas de espera, pois havia um movimento muito grande.

Bom…Viemos aqui pra isso então, vamos esperar .

A polícia de Uspallata estava liberando o trânsito aos poucos. Faltavam 100 km pra a divisa e, quando chegou nossa vez, fomos e, lá na aduana, esperamos um tempão mesmo.

Fizemos os tramites e atravessamos. Dali se começa a sentir os ventos que sopram do pacífico, os mesmos que estão na região da patagônia e terra do fogo. Aqueles, Manolão… Achamos onde são fabricados, é aqui nos caracoles.

Quando chegamos às curvas… que coisa maravilhosa, simplesmente lindas.

Descemos até a última curva, subimos e descemos novamente. Parecíamos crianças no play Center, que delícia.

Paramos nesta curva. Naquela, lá na outra e nas outras para fotografar e admirar.

Os ventos eram tão fortes que em algumas fotos, um segurava a moto e outro fotografava, mas a sensação que sentia de estar lá era maravilhosa, estava realizado.

Por algumas horas ficamos lá admirando e depois começamos nosso retorno a Mendoza, já que tínhamos optado por fazer desta o nosso ponto.

Chegamos por volta das 10 da noite, comemos e fomos descansar.

No dia seguinte fomos conhecer a cidade, aproveitando para relaxar, acordando mais tarde e passeando tranquilamente de ônibus turístico, onde encontramos uma turma de motociclistas do RS, que pegamos amizade e ficamos batendo papo até que duas senhoras (portenhas) implicaram com a gente, que estávamos falando alto…. Bom, brasileiros e motociclistas juntos não tem jeito. Tudo certo, continuamos.

Neste dia almoçamos, acho que na viagem toda foi a única vez que almoçamos. Paramos no centro de Mendoza, onde tem calçadão e as mesas dos restaurantes são colocadas pra fora. Tomamos umas cervejas tiradas (chopp), comemos e voltamos a tarde para o hotel, onde fomos preparar as motos para o retorno, que se deu o dia seguinte.

Bom, dia 31-12-18 saímos para o nosso primeiro dia de retorno. Vamos tocar até onde nos convier e assim fizemos. Neste dia nos deram a dica de, ao invés de pegarmos a auto estrada, que fôssemos pelas serras de Córdava. E assim fomos até uma cidade chamada San Francisco.

A serra é muito bonita, com represas e Pueblos muito bem organizados. Quando chegamos já eram umas 19 hs, ainda dia, pois o sol se põe após as 20.30 hs

Paramos em um hotel, fizemos o check-in e saímos em busca de algo para comer, o que hoje seria complicado, pois tudo estava fechado. Nos informaram que virando ai e depois ai, teria “pra nós, uma mercearia”. E foi ali que encostamos as motos. Na frente tinha uma meia dúzia de jovens. Desci, cumprimentei todos brincando e fomos muito bem recebidos. Falei que gostaria de comer alguma coisa e um dos rapazes, filho do dono, foi logo pra dentro do balcão. Perguntou o que poderia ser, nos deu uma bela cerveja gelada, comemos um lanche, brincamos com eles, pois os argentinos são muito receptivos aos brasileiros. Nos tratam muito bem e gostam por demais de nosso país e nossa gente. Todos os argentinos que conheci e que vieram para o Brasil, falam do Rio e Camboriú. São os lugares que mais procuram. E assim batemos papo até as 22 hs, quando estavam fechando o mercadinho para irem se juntar aos familiares para a ceia de ano.

Nós fomos para o hotel, pois no dia seguinte saímos cedo para seguir viagem.

Bom, dia 01-01-19 saímos cedo, pois a meta seria dormir em Puerto Iguazu ou próximo, pois pensamos em fazer compras no Duty free. Então seguimos.

Quando atravessamos o túnel de Santa Fé para o Paraná, entrando na província de Entre Rios, rodamos uns 100 km.

No céu se avistava umas nuvens escuras, mas como não somos de açúcar, seguimos em frente e logo estávamos dentro de uma Tormenta Elétrica, como dizem nossos Hermanos. O céu estava muito escuro, a água que descia era muita, mas já estávamos lá, não tinha jeito. Foram 40 km de dilúvio. Não se via nada além de água e mais água. Bom, como tudo começa e termina, no final dos kms começamos a ver algo como… Bom, cada vê uma coisa, mas parecia um portal. Era o fim da tempestade. Dos dois lados da estrada tudo escuro, e a frente aquela saída assim, como um túnel com sol e nuvens claras. Era o fim das chuvas… Que gostoso, de alma lavada começava o primeiro dia do ano, pensava eu.

De repente, cola do meu lado meu amigo SEUCHUPANÇA e me dá sinal passando as duas mãos por cima do tanque como dizendo:

– APAGOU TUDO…APAGOU TUDO

Mostrei pra ele a placa que a 500 mts tinha um posto e seguimos até lá, paramos e ele me diz:

-APAGOU TUDO…APAGOU TUDO, o painel está tudo apagado, nada funciona.

Desci da moto e o barulho da moto do Belo era diferente, o motor funcionava picado, alto e muito diferente. De repente parou simplesmente, desligou sozinha.

Bom, foi tentar uma partida e nada.

Poderia ser algum terminal ou conector que desencaixou ou trincado, teria umedecido, mas não… Era a bateria (motivos a parte). Ficamos ali, no meio do nada, próximo de um pueblo chamado Lá Cruz, na ruta 14.

O frentista do posto, gente muito boa, nos auxiliou. Fizemos contato com a assistência familiar (Pakito) para ver se em Foz, Uruguaiana ou outra cidade, teria uma bateria de 19 amperes para vender, mas nada. Somente em Curitiba teria uma BMW.

Achar uma bateria deste tamanho não é fácil, mas vamos tentar. O tempo foi passando e já estava escuro, pois havia chovido mais. Nesse meio tempo, decidimos deixar a moto no posto e ir para uma cidade por eles considerada grande, que estava a 100 km dali, Santo Tomé. O nosso assistente no Brasil nos reservou um hotel e nos enviou o voucher com endereço. O Belo pegou as malas, a bateria, e seguimos para lá, ele de taxi e eu com minha moto.

Já no hotel fomos tomar banho e jantar, pois nada poderia ser feito àquela hora.

Tomamos umas Quilmes, comemos e descansamos.

No dia seguinte pela manhã fomos atrás de uma bateria. Missão impossível, pois na cidade, as duas lojas de peças para motocicletas estavam fechadas e, mesmo que estivessem abertas, olhando de fora se percebia que não teriam baterias com mais que 12 amperes. Assim, encontramos um senhor que deu uma carga na bateria e logo voltamos novamente para onde a RT estava.

Colocamos a bateria e demos partida. Rummm…, pegou oba!

Abastecemos e estrada. Mas, 2km depois, aquele sinal das duas mãos por cima tanque apareceu novamente. Entrei no acostamento e retornamos de volta ao posto em La Cruz.

Por sorte, os argentinos são muito atenciosos e muito prestativos.

Novamente nos deram todo apoio. Nos transferiram o WI FI do celular para que pudéssemos manter contato com nosso escritório central no Brasil, mais especificamente em Guarulhos, que nos deu todo apoio chamando o guincho no Brasil, já que o guincho internacional demoraria muito. E assim, o dono do posto fez contato com um guincho em Passo Del Libre, que fica a 100 km de onde estávamos e o guincho se comprometeu a vir pegar a moto.

Bom, tudo acertado, só teríamos que aguardar o caminhão, que levou mais ou menos 3 horas e meia pra chegar. Carregamos a moto, amarramos e meu amigo mais uma vez voltou de guincho, comendo lanchinho da Porto Seguro.

Bom, assim segui viagem solo. Faltavam 550 km para Puerto Iguazu e já era umas 16 horas. Eu rodei até uma cidade chamada Jardim America.

Parei para pedir informação e quando estava parado no farol, cola do meu lado um ciclista respirando acelerado e dizendo

-VI SU BANDERA, GUSTO MUCHO DE BRASIL

-SOY MOTOCICLISTA TAMBIÉN

E assim me indicou um hotel bem na via lateral, a ruta 12, que é da sogra dele.
Bom, já no hotel tomei meu banho e desci pra jantar a 50 mts do hotel. Quando estava tomando minha cerveja, o amigo apareceu pra bater papo. Ele vem para o Brasil agora, meados de Janeiro, com a família, esposa e filha, e gostaria de umas dicas pra não ter que atravessar por dentro de SP, para seguir a caminho de Paraty. Passei umas informações, tomamos uma juntos. Ele fez questão de trazer a motocicleta dele pra eu ver, uma Hayabusa, as primeiras que foram fabricadas. Ele a restaurou pintando na cor do carro do Airton Senna “John Player Special”, em homenagem ao campeão, que é seu ídolo.
A motocicleta é linda!
Depois foi embora e eu fui dormir, pois amanhã levanto cedo e sigo rumo a Puerto Iguazu.

Assim sai cedo e segui chegando à aduana. Fiz os tramites, parei no Duty Free, fiz umas comprinhas de lembrancinhas, etc… Voltei para a estrada e rodei até entardecer, parando em Guarapuava, em um hotel à beira da estrada, ótimo.
Entrei, fiz o check-in, fui tomar um banho. O jantar seria servido as 19.30. Cheguei mais cedo, tomei uma cerveja, jantei e cama, acordando as 5 da matina.
Arrumei a moto, tomei meu café e estrada, chegando em casa à tarde.</span>

Nesta viagem aprendi muito.

Conheci Posadas, cidade muito bem estruturada, muito bonita, banhada pelo rio Paraná. Visitamos as ruínas jesuítas.

Conhecemos Mendoza, simplesmente linda, muito arborizada e organizada. Cidade com muitas praças e calçadões e cercada pela cordilheira.

Fomos conhecer os Caracoles Chilenos, um carimbo no currículo. As 365 curvas de Villa Vicenzo, El Camino de las 365 Curvas.

Atravessamos 05 províncias.

Rodamos 8.500 km no total entre ida volta e passeios na região.

Passamos muito calor.

Demos muitas risadas e tomamos uma boa chuva.

Chegamos em casa bem e de alma lavada.

Muito obrigado ao nosso assistente no Brasil.

E a você Belo pela companhia, confiança e sua amizade.

Como dizem nossos Hermanos:

HASTA NUESTRA SIGUIENTE VIAJE

Ribeirão Preto–começando 2019

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Ano passado fizemos poucas viagens, mas esse ano começamos bem. Belo e Wanzer foram fazer o Caracoles, na Argentina (os “causos” dessa viagem, na próxima postagem). Manolo/Rosana foram para Camboriú. Sidnei/Edna e Pivão/Bandita foram curtir uma piscina em Ribeirão Preto. O resto do povo não pode ir, cada um com seus motivos. Mas mesmo assim, já foi um começo promissor.

A ideia de Ribeirão Preto veio da Bandita. O hotel escolhido foi o Golden Park Hotel. Pertinho da entrada da cidade e pertinho do Novo Shopping. Um hotel confortável, bom quarto, piscina, academia, wi-fi (instável) restaurante e preço acessível. A ideia era mesmo relaxar. Ficar na piscina, curtir o sol, aproveitar pra passear pela cidade. O encontro foi no Serra Azul. Tomamos um café e seguimos em frente, com muita calma, parando para relaxar, sem pressa. Viagem tranquila. Chegamos e fomos direto para a piscina. Não tava muito limpa não, ninguém teve vontade de entrar. Pedimos uns petiscos e muita cerveja. Mais tarde descansamos e jantamos no hotel mesmo.

Na quinta feira, Pivão e Bandita foram passear e voltaram direto para a piscina. Eu e a Edna fomos passear até o Novo Shopping após o café da manhã para pegar alguns Pokémons e acabamos resolvendo um assunto da Edna na loja da Claro. Voltamos direto para a piscina do hotel. Dessa vez, a piscina estava limpa. Deu pra curtir, debaixo de um sol de 40°. Até eu entrei na água. Saímos mais tarde para almoçar num restaurante argentino, o Cabaña. Muito bom, carne deliciosa, bom atendimento, boa cerveja. Valeu muito a pena. Voltamos para o hotel para descansar. À noite fomos conhecer a choperia Nobre, no Novo Shopping. Nos falaram que o chope é melhor do que o do Pinguin, e mais barato. Na verdade, nenhum dos dois. O chope não nos agradou e, descobrimos mais tarde, é mais caro que o do Pinguin. Mas, nesse passeio, de tanto ver eu e a Edna pegar Pokémon, a Bandita resolveu instalar o aplicativo no celular dela e começou a pegar Pokémon também. Foi uma farra.

Na sexta-feira, nada de piscina. O tempo não estava muito propício. Mas deu pra aproveitar a academia. Quer dizer, o Pivão, a Edna e a Bandita. Eu fiquei dormindo. Um pouquinho de esteira pra esquentar e depois café da manhã. Em seguida, fomos dar uma volta no Novo Shopping e, dessa vez, até o Pivão estava caçando Pokémon. De lá, fomos direto para o Restaurante do Nelson, comer o tradicional bife a parmegiana. Mas…. estava fechado. Decidimos então, “bater o ponto” no Pinguin. Bom como sempre. Depois passeamos pela cidade, onde pegamos Pokémons e o Pivão comprou uma rifa de um fusquinha 69. Preparem-se, acho que teremos que voltar até o fim do mês pro Pivão receber o prêmio Smiley piscando. Voltamos para o hotel para relaxar e à noite fomos conhecer o Empório Sta. Therezinha, no Shopping Iguatemi, do outro lado da cidade. Nos falaram muito bem do chope e dos petiscos de lá. Realmente, o lugar é bonito. Vendem frios, queijos e outros produtos e tem um espaço para chopes e aperitivos. Só que estava simplesmente lotadíssimo. A fila de espera era de 50 minutos. Acabamos indo a uma pizzaria ao lado e ficamos só na pizza.

Dia seguinte, sábado, combinado de voltar pra casa. Marcamos saída às 10h00, mas acabamos saindo por volta das 09h20. Tempo chuvoso a viagem inteira, mas chuva fraca, garoa. Viemos bem. Todos chegaram bem em casa. Foi muito bom e revigorante. Valeu cada minuto.

confraternização fim de ano

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Mais um ano que termina. E esse não foi um ano de muitos passeios. Muitas mudanças nas vidas de todos atrapalharam nossa “agenda” de passeios. Mesmo assim, conseguimos alguns passeios mais curtos.

Mas a confraternização de fim de ano não poderia faltar. Ponto de encontro no posto do Oi da Bandeirantes, muita farra, muito papo pra colocar em dia. De lá seguimos para o restaurante Jangada, em Mogi-Guaçu. Pivão/Bandita, Edson/Cláudia e Wanzer/Soninha foram de carro, mas o resto, todos de moto. Bom que o Wanzer foi de carro, pois pode levar a linda Giovana, a netinha deles, que já está bem crescidinha e muito charmosa.

Já conhecíamos o restaurante. Bom, agradável e aconchegante. Comida boa, farta e atendimento cordial. Comemos, jogamos conversa fora e voltamos com a promessa de retornarmos nossos passeios ano que vem com mais frequência. O desafio tá lançado. Valeu mais um momento de descontração e alegria do nosso grupo. Boas festas a todos nós.

bate volta Piracicaba

Depois de uma eternidade, conseguimos novamente sair para um bate-volta. Edna agitou, agitou, até que conseguiu marcar um almoço com todo mundo. Tá bom… a maioria foi de carro. Mas o importante é que conseguimos reunir o grupo todo outra vez. Cada um com seus problemas. Saúde, família, CNH bloqueada, viagens, trabalho, etc… Mas o legal é que, apesar de tudo, todos se esforçaram para conseguir ir ao encontro. Aliás, o encontro foi marcado em Piracicaba, porque a Cláudia estava fazendo um curso por lá e, se fosse em outro lugar, ela não poderia ir.

O ponto de encontro foi no Posto do Oi na Bandeirantes, às 09h00. Mas adivinhem quem chegou primeiro, por volta das 08h00??? O Belo !!!!  Smiley surpreso Inacreditável. Belo/Céu, João/Magda foram os únicos a irem de moto e os primeiros a chegar. Depois o Belo explicou porque chegou cedo. O celular dele já estava no horário de verão. Então, ele pensou que era uma hora depois. Por isso ele chegou cedo Smiley piscando. Aos poucos, o resto do pessoal foi chegando. Sidnei/Edna, Manolo/Rosana, Edson (a Cláudia já estava em Piracidaba), Pivão/Bandita e por último, Wanzer/Soninha. Nem precisa dizer que foi uma farra. Muito tempo sem se encontrar, então tinha muita fofoca pra colocar em dia.

Finalmente saímos para pegar a estrada. Paramos na saída do posto para uma foto, batida pela Bandita, com muita dor no coração, pois tava quase todo mundo de carro. Muito maluco, um grupo de motociclistas fazendo bate-volta de carro. Viagem tranquila, sem contratempos. Apesar de que todo mundo morrendo de inveja do Belo e do João em suas motos. Marcamos num restaurante à beira do rio. Pessoal super simpático e atencioso. Comida boa e bem servida. Papo bom, clima agradável e muita farra. Aproveitamos e festejamos os aniversariantes de setembro e outubro, que foram: Soninha, Wanzer, Manolo e Selma. Com direito a bolo de chocolate e velinhas, como nos velhos tempos. Depois, cada um de volta pra casa. E dessa vez, nada de comboio, cada um por sí.

Valeu muito a pena, mesmo sem ir de moto. A gente tava mesmo precisando desse encontro, pra matar a saudades. Agora, vamos ver se conseguimos um novo encontro em breve.

Fim semana em Bauru

CLIQUE AQUI     para ver um filminho de trecho das motos na estrada. Cortesia do Ricardo e Casão.

A Edna e a Eva combinaram um passeio para Bauru, para visitar a Vanda e o Marcos Tonini. E resolvemos estender o convite a nossos amigos comuns. Mas só Belo e Céu, Cláudia e Edson e Rosana e Manolo toparam, o resto não pôde, infelizmente. Do outro lado, além do Mineiro lógico, a Mônica topou na hora e o Thiago e Cynthia também toparam. Do lado da Vanda, foram convidados o Ricardo e o Casão. Estávamos em 5 motos (6 com o Tonini) e 4 carros. É… o povo já não é mais mesmo.

Marcamos saída no posto 60 da Castello, às 09h30, para dar tempo da Cláudia e o Edson chegarem numa boa, pois viriam de S. J. dos Campos. Combinamos de sair às 10h00 em ponto. Na hora da Edna pegar a moto, surpresa, bateria arriada. Fizemos uma carga rápida e ainda chegamos na hora. Mas mesmo assim, adivinha quem atrasou? Claro, o irlandes, que chegou na hora que estávamos todos em cima da moto, prontos para pegar estrada.

Seguimos viagem até o km. 193, em Pardinho. No caminho, uma parada forçada para pegar o baú da moto da Edna que se soltou, mas não chegou a cair. Nós o colocamos no carro da Cláudia/Edson e seguimos viagem. No posto, encontramos o Tonini e seus amigos. De lá seguimos para Bauru por uma serra muito legal. Fomos direto para a casa deles, onde fomos recebidos com cerveja e feijoada. Hmmmm. A Vanda cozinha realmente bem!!! Vimos Portugal perder para o Uruguai durante a comilança, para tristeza do Belo. Rosana e Manolo não ficaram para a sobremesa, pois tinham compromisso com a mãe da Rosana.

Depois disso fomos para o hotel dar uma relaxada. Saimos por volta das 20h30 para um boteco, Bendito Santo Botequim, indicado pela Vanda. Mais cerveja, chopinho e alguns petiscos, muita conversa jogada fora, muita alegria e descontração.

No dia seguinte, domingo, a Vanda e o Tonini apareceram para tomar café com o grupo no hotel. Mas Ricardo, Eva, Mônica, Thiago e Cynthia já tinham pegado estrada. Após o café, montamos o baú da moto da Edna. Eu tinha feito na noite anterior, mas no escuro e com alguma cerveja que tinha tomado, não ficou muito bom não, kkk. Nesse momento, vimos um pedaço de metal enfiado no pneu traseiro da moto dela. Tonini nos levou até um posto de gasolina, já na estrada, para fazer os reparos. No fim, o pneu não estava furado, mas foi bom a precaução. Obrigado a Vanda e ao Tonini pela força que nos deram.

Nos despedimos deles e pegamos estrada. Cláudia e Edson se separaram logo no início para pegar outro caminho para S. José. Nós paramos no Maristella para um café e seguimos em frente. Recebemos msg do Mineiro e Eva, comendo parmegiana. Chegamos todos bem.

O passeio foi ótimo. Bom para reencontrar amigos e conhecer novos amigos. Fomos muito bem recebidos pela Vanda e Tonini. Eles realmente sabem receber os amigos. Cerveja, cachaça, feijoada, tudo do melhor. E também a companhia e a força que nos deram durante a estadia. Valeu gente.

Estrada real –parte 2

 

Caminho do Sabarabuçu

Sabarabuçu em tupi-guarani significa literalmente: ¨pedra reluzente grande”

Há cerca de trezentos anos, as serras íngremes do trecho, cortadas por cursos d’água como o rio das Velhas, eram vistas como verdadeiros tesouros, onde seria possível achar ouro e outras pedras preciosas. Essa crença se devia ao brilho que a atual Serra da Piedade (antigo Pico de Sabarabuçu) tem. O que os bandeirantes imaginavam ser ouro é, na verdade, o minério de ferro do topo da montanha, que reflete a luz do sol. Para chegar até a serra que reluzia, esses viajantes buscaram uma rota alternativa entre Ouro Preto, no Caminho Velho, e Barão de Cocais, no Caminho dos Diamantes.

 

Foi aí que surgiu o Caminho de Sabarabuçu. O caminho segue margeando o rio das Velhas e tem a Serra da Piedade, do alto dos seus 1.762 metros, como um dos atrativos. Além da mítica história da serra que reluz, ela servia também como referência de localização para a chegada às minas a partir de Raposos, Sabará e Caeté. Os 160 km do Caminho de Sabarabuçu estão divididos em 6 trechos, onde cada um dos trechos guarda atrativos turísticos que vão do turismo natural ao histórico, cultural e religioso – são dezenas de igrejas e festas populares.

 

Dos 160 quilômetros 22,5% são de trilhas (36 km). Os outros 82% são de estrada de terra (124 km).    

Bom, com a greve dos caminhoneiros ou não, eu (Wanzer) e o Belo resolvemos sair na quinta feira dia 31 de maio

Marcamos no posto Grall Mairiporã na Fernão Dias, saída as 7:30 hs

Eu levava um galão de gasolina de 10 litros por precaução.

Rodamos por 200 km e no trevo de Pouso Alegre, sentido contrário, vimos um posto com uma fila pequena atendendo, retornamos e abastecemos.

De volta à pista rodamos até Betim e novamente deparamos com um posto no sentido contrário que também estava abastecendo. Olhei a fila e… OBA… era pequena. Retornamos e fomos pra fila, mas … a fila era pequena porque tinha ruas que cortavam e aí a fila era interrompida e depois continuava. A fila era grande!

Ficamos ali até chegar nossa vez, uns 45 minutos. Abastecemos e seguimos sentido Caeté 80 km a frente.

Chegamos na serra da Piedade,

https://pt.wikipedia.org/wiki/Serra_da_Piedade

Lugar muito bonito, umas curvas fantásticas e um visual 10.

Subimos até o santuário, um lugar mágico, um visual e um pôr do sol maravilhoso.

https://destinostopparavisitar.com/o-que-fazer-e-onde-ficar-em-serra-da-piedade-caete-mg/

Lá fomos conhecer a igreja. Esperamos o pôr do sol e compramos o famoso queijo da caverna.

No Santuário Nossa Senhora da Piedade, há 60 anos, Frei Rosário descobriu um verdadeiro tesouro garimpado numa pequena caverna na encosta da Serra. Ao comprar queijos artesanais frescos e armazenar na pequena lapa para maturá-los, descobriu que o clima e as condições do local faziam desenvolver um fungo que lhes proporcionava uma maturação especial, formando uma crosta e dando-lhes um sabor inigualável.

Nascia assim à tradição do Queijo da Caverna, que está restabelecida por funcionários do santuário 10 anos após a morte do Frei Rosário.

http://portaldoqueijo.com.br/curiosidades/2018/05/31/maturacao-especial-conheca-o-queijo-da-serra-da-piedade/

http://redeglobo.globo.com/globominas/terrademinas/noticia/2015/05/receita-de-queijo-de-caverna-e-resgatada-em-caete-em-minas-gerais.html

Bom já era noite, o sol já havia se escondido, as pessoas também já tinham descido e nós também resolvemos descer e procurar um hotel para descansar, pois amanhã tinha mais, ainda bem…

Fomos para Caeté, paramos e perguntamos onde teria um hotel e nos informaram que o hotel Casino era muito bom. E lá fomos. Realmente era bom, simples, mas bom.

Descarregamos, banho e saímos para comer e, também, tentar encher o tanque das motos. Nos deram uma dica de um restaurante simples, mas que teria uma salada e umas cervejas. Fomos, bebemos, comemos e na volta tentamos abastecer, mas só tinha álcool, e eu prefiro cerveja, então fomos descansar.

No outro dia, pela manhã, tomamos café e saímos para começar a brincadeira. Logo próximo ao hotel tem um posto de combustível, uma fila grande. Conversamos e eu fui para o fim da fila enquanto o Belo foi se informar se teria gasolina ou somente álcool.

Voltando ele informou que tinha gasolina e que também teria uma fila exclusiva para motos. Sorte, só tinha 3 motos na nossa frente. Abastecemos e estrada, de terra, CLARO!

Bom, entramos na estrada, paramos e fomos murchar os pneus. Baixei os meus, o Belo também e começamos a rodar. A 12 km de Sabará paramos para fazer uma foto com o marco da estrada real embaixo de uma ponte da estrada de ferro. Fotos feitas, sai e reparei que o meu fiel escudeiro não estava no retrovisor. Parei, dei o tempo que ele deveria chegar. Não veio. Voltei 300 metros mais ou menos e lá estava meu amigo, sem capacete, com o pneu da frente murcho. Bom, tentamos encher com o compressor, mas não subia. Resolvemos então seguir assim mesmo, com pneu furado. Esta é uma grande vantagem da terra, poder andar com pneu murcho.

Chegamos em Sabará, paramos uma motoca, perguntamos onde teria um borracheiro e o amigo nos levou até um.

Chegamos no borracheiro. Enquanto aguardávamos ele terminar um serviço pra pegar na moto do Belo, fui abrir o baú da minha moto e a minha chave estava quebrada. Na minha mão os dois pedaços. Bom, seria só achar um chaveiro, ele faz uma cópia, certo? Não …

O meu amigo IRLANDÊS me convenceu a colocar o pedaço quebrado dentro e virar com o toquinho da outra parte. Aí eu pergunto:

– tem certeza

Ele responde:

– Eu sou irlandês, já fiz isso várias vezes!

E colocou o pedacinho da chave na fechadura do baú e tentou virar para abrir com o outro pedacinho.

TENTOU, TENTOU, TENTOU…

E aí eu tive que achar um chaveiro que tirasse o caco de chave que estava lá dentro pra poder fazer uma cópia.

Bom, aprendi que Irlandês é Irlandês mesmo…

Me deve um bacalhau por esta!

Tudo certo seguimos.

Em Honório Bicalho, uma cidadezinha pequena, reparei que o pedal de cambio da minha moto estava enroscando. Paramos, e de fato tinha gasto a engrenagem do pedal, e o parafuso que dá aperto já não estava mais fazendo seu papel. Bom, pedal de cambio aqui não vou achar. Perguntamos onde teria um soldador e nos informaram que logo a frente, 50 metros, mora um serralheiro.

Batemos palma, a esposa dele veio nos atender e disse que ele estava em uma obra. Expliquei que éramos de SP, que estávamos fazendo a Estrada Real, o que havia acontecido e que precisávamos de um favor dele. Ela, muito prestativa, diz que ligaria para o celular dele. Após ter ligado, nos disse que ele viria nos atender.

Enquanto isso desmontamos o pedal e o Sr Geraldo, esse é o nome do serralheiro que nos atendeu, soldou a peça. E quando fui pagar:

– Geraldo quanto de devo.

Ele diz:

– Vou te cobrar nada não sô.

Insistimos em pagar, mas ele realmente fez questão de não receber nada.

– Deus te pague.

E fomos embora.

Seguimos para Rio Acima e depois Glaura, que é a cidade onde termina estre trajeto.

Chegando em Glaura, paramos para ver o pôr do sol.

Lindo, lindo… sem palavras.

Bom o Rei se pôs e nós teríamos que achar onde carimbar o passaporte e, também, um hotel para ficar.

Seguimos até próximo ao centro de Glaura e fomos nos informar sobre hotéis. Glaura é tão pequena que não tem hotel na cidade, somente na área rural, e pra carimbar o passaporte seria no hotel Recanto das Montanhas. Aí fomos lá com a intenção de carimbar nosso passaporte e se o preço fosse bom, ficaríamos.

De onde estávamos seria 6 km de terra.

Legal, voltamos e entramos na estrada que dá acesso ao hotel, 3 km da estrada real.

Bem quem conhece mata Burro?


Mata-burros
são dispositivos que impedem a fuga do gado em propriedades rurais, como pontes, normalmente de madeira, concreto ou aço. Estes estrados são instalados em cima de valas, que permite que este mecanismo desencoraje os animais a atravessar a porteira e fugir da propriedade.

http://www.hojemais.com.br/andradina/noticia/policia/bombeiro-resgata-cavalo-que-caiu-em-mata-burro

http://outraspalavras.net/mauricioayer/tag/mata-burro/

 

No interior de SP os mata burros são na horizontal. Em Minas também, e também tem na vertical, estes são f….

Bom já era noite e seguimos. Faltando uns 500 mts pra chegar no hotel, vi um destes. Sim, na vertical. Parei, olhei, achei um lugar pra passar sem que a roda entrasse dentro já, que na diagonal não dava, pois tinha um vão no meio. Esperei o Belo parar atrás, engatei e passei. Uns 50 mts a frente parei e a luz da moto do Belo não vinha, estava parada. Bom daí pra frente só com autorização por escrito.

Chegamos ao hotel. Fomos muito bem recebidos pelos proprietários, que sabiam que estávamos atrás do carimbo. Combinamos um preço e ficamos em um só quarto, os dois.

Arrependimento.

O cara ronca a noite toda, não dormi …enfim deve mais um bacalhau. Já são dois desta viagem.

Tomamos umas cervejas, jantamos, jogamos conversa fora, fizemos amizade com o pessoal do hotel e com os hóspedes.

Fomos dormir. Pela manhã tomamos café e resolvemos voltar, já que o caminho do SABARABUÇU está feito e, com o receio da gasolina, voltamos.

Pegamos sentido Cachoeira de Minas, 20 km de Glaura, para poder abastecer. Chegamos ao posto, uma fila de 1:30.

Abastecidas as motos, seguimos para SP. Paramos faltando 300 km de casa, usei a gasolina do galão (aquele que saiu de casa cheio) e tocamos. Paramos novamente em Atibaia para colocar gasolina e as 20 hs estávamos em casa.

Viagem nota 10.

Companheiro sem preço, apesar de ser irlandês.

Foram 1.750 km de brincadeira.

Muitas risadas.

Algumas trapalhadas.

Mas tudo faz parte da viagem.

Mais um caminho da Estrada Real completado.

Falta agora o Caminho Velho, que pretendo fazer em partes, sem pressa.

Até a próxima e que seja em breve.

Estrada Real

Estrada Real

A Estrada Real é a maior rota turística do país. São mais de 1.630 quilômetros de extensão, passando por Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Hoje, ela resgata as tradições do percurso valorizando a identidade e as belezas da região.

A sua história surge em meados do século 17, quando a Coroa Portuguesa decidiu oficializar os caminhos para o trânsito de ouro e diamantes de Minas Gerais até os portos do Rio de Janeiro. As trilhas que foram delegadas pela realeza ganharam o nome de Estrada Real.

Nossa viagem

Nós nos programamos para conhecer este roteiro, que de fato é bonito. Fomos eu (Wanzer), Belo e Michel, um amigo que mora perto da firma. Eu e o Belo fizemos camisetas, bolamos o roteiro e marcamos para sair na sexta feita dia 27 de abril. O amigo só se decidiu na quinta e acabou não dando tempo para fazer a camiseta dele, mas saímos juntos.

O ponto de partida foi no Graal de Mairiporã as 6:30 hs. O Manolo ficou de ir tomar café, mas não nos encontramos.

Assim tocamos até Diamantina com paradas a cada 200 km.

Chegamos perto das 17 hs, achamos uma pousada simples, mas com um carinho no atendimento, que é coisa de Mineiro mesmo.

Saímos à noite para comer e havíamos combinado que pela manhã começaríamos a viagem pela estrada real. http://www.institutoestradareal.com.br/estradareal

Assim, no sábado cedo tomamos o café da manhã, arrumamos as motos e fomos retirar nosso passaporte e conhecer alguns pontos da cidade que não conhecíamos. Quando chegamos ao centro vimos que nesta noite de sábado teria a Vesperata. https://queimandoasfalto.com.br/vesperata-o-evento-musical-mais-tradicional-de-diamantina/

A Vesperata é um evento musical, onde os instrumentos do 3º Batalhão de Polícia Militar e da Banda Sinfônica Mirim Prefeito Antônio de Carvalho Cruz produzem um som de primeiríssima qualidade. O repertório é composto de canções de diversos estilos, como bossa-nova, samba, MPB, entre outros que marcaram e ainda marcam o cenário musical do nosso país.

Os músicos se apresentam lá em cima, nas janelas e sacadas dos casarões coloniais, que ficam em volta do Largo da Quitanda. Já o maestro fica lá embaixo, no centro do Largo, coordenando a apresentação. Em volta do maestro são distribuídas as mesas, que acomoda o grande público.

Ai não deu outra, ligamos pra a pousada e pedimos pra reservar os mesmos quartos e assim poderíamos assistir a este espetáculo.

Tudo certo, passaporte na mão, Vesperata garantida, vamos passear.

Fomos conhecer uns pontos no centro e depois fomos conhecer a gruta do salitre. http://diamantina.mg.gov.br/conheca-o-monumento-natural-gruta-do-salitre/

Formada de quartzito e com aspecto de um castelo medieval, a Gruta do Salitre chama a atenção de todos os visitantes, inclusive por sua acústica perfeita. Localizada a 9 km de diamantina e a 1 km do distrito de Extração (Curralinho), a Gruta do Salitre já foi palco de concertos, e cenário para produções de séries, novelas e filmes.

Após conhecer a gruta fomos ate Curralinho, uma vila próxima à gruta, onde foi gravada uma cena na porta da igreja da novela irmãos coragem nos anos de 1970. Saindo dali fomos conhecer o bairro do Biribiri onde almoçamos

A bucólica vila de ruas de terra e belos casarios, a 15 km de Diamantina. O primeiro som ao passar pelo portão da antiga indústria têxtil é o da nascente de água que brota da pedra.

http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2014/04/vila-fantasma-tombada-em-mg-ganha-novos-moradores.html

Voltamos já era tarde, fomos para pousada e a noite fomos para o centro assistir a Vesperata.

No domingo levantamos carregamos as motos, tomamos café e saímos pra começar O Caminho dos Diamantes, que se inicia em Diamantina e termina em Ouro Preto. São 395 km e 18 trechos. Dos 395 quilômetros, 26% estão asfaltados (105,9 km), e 0,5% são trilha (2 km). Os outros 73,5% são de estrada de terra (289 km).    

Tentei arrumar uma rota para o GPS, mas a que o instituto estrada real fornece é difícil. Pequei uma com um motociclista que fez o caminho há algum tempo atrás, mas são por pedaços, ou seja, de um trecho a outro tem mais de 5 ou 6 pontos. Assim desisti e fui do meu jeito mesmo.

Em cada vilarejo eu perguntava onde começava a estrada real por terra e nós íamos seguindo os marcos em uma caçada tipo Pokémon. Os marcos estão por toda a estrada real, mas em alguns momentos estão escondidos pela vegetação e em outros do lado contrário ao indicado mas não por que foram colocados errados, mas por que constroem pontes e não mudam os marcos.

Aconteceu com a gente

Chegamos em determinado lugar e o marco estava do lado direto da ponte. Sendo assim, nós teríamos que virar a direta e seguir e foi o que fizemos. Abrimos uma, duas, três … e quase dez porteiras e nada de achar o próximo marco. Então avistamos uma casa láááá embaixo e fomos até ela.

– Boa tarde! Disse eu

– tarde! diz o morador

– Somos de SP, estamos viajando pela estrada real e acabamos seguindo o marco e entrando na sua propriedade. Estamos no caminho certo?

­­- tá não sô… oceis tão dando vorta, tão fazendo bolinha… pode vortá por onde oceis viero ou pode ir pra frente, oceis vai sai no memo lugar.

– Muito obrigado, mas não conta pra ninguém que nós estamos bancando os bobos, tá bem? Falei eu num tom de brincadeira pra o Sr., uma pessoa muito simpática que deu risadas.

– pódexa! Me respondeu.

Ai nós seguimos em frente, pois para voltar teríamos que abrir aquele monte de porteiras e passar por aqueles montes de m… de vaca e por dois córregos. E indo em frente teria apenas duas porteiras e uns montes de m…de vaca que faz parte.

Saímos na estrada Real e vimos o marco. Que beleza Heee… e mais adiante chegamos novamente na ponte, agora vamos analisar por que erramos, afinal o marco está lá a nossa direita.

Acontece que havia uma ponte velha que foi desativada com a construção da ponte nova e não mudaram o marco para o lado esquerdo da ponte nova, então…

Aí olhamos pra frente e na janela de uma casa muito simples havia um casal dando risadas e eu falei

– Boa tarde!

– Boa tarde! Responderam

– Tá rindo dos Paulistas né!

– É…. entra vem tomar uma água e um café

E eu.

– Tem um cafezinho?

– Passo agora, entra. Respondeu o Sr que estava na janela

E nós entramos, fomos cumprimentados com abraços, tomamos água, batemos papo até passar o cafezinho e eles queriam que a gente ficasse pra jantar, que eles fariam uma galinha pra gente. Nós agradecemos e seguimos.

Fomos para Morro do Pilar, achamos uma pousada, tomamos banho e saímos para jantar. No outro dia, levantamos e fomos conhecer os pontos turísticos da cidade. Conhecemos o lageado, o mirante e as ruínas do Primeiro Alto-forno da América do Sul http://wwwo.metalica.com.br/primeiro-alto-forno-da-america-do-sul

Depois seguimos sentido ao Santuário do Caraça.

http://www.descubraminas.com.br/Turismo/ParqueApresentacao.aspx?cod_destino=801

Um ermitão misterioso conhecido por Irmão Lourenço descobriu por volta de 1768, na capitania das Minas, nas proximidades da Vila de Santa Bárbara, um lugar perfeito para abrigá-lo. Começa, assim, a história do Caraça

Conhecemos o lugar que é mágico, jantamos e fomos esperar o protagonista da noite, o Lobo Guará, que vem todas as noites comer na bandeja que o Padre coloca pra ele.

Bom enquanto estávamos jantando, ele também resolveu jantar e apareceu. Eram 19 horas, e eu não vi.

Mas depois do jantar fomos para a varanda onde todas as pessoas ficam esperando e o Padre estava contando sobre o santuário. Era certeza que mais tarde ele apareceria novamente, pois a panela nunca amanhece cheia, assim se diz por lá. Então fiquei ali esperando. Quando era perto das 23 hs o cara apareceu, simplesmente lindo. Nós não éramos a ameaça ao lobo. A preocupação dele é com os cachorros do mato, seu principal predador. Repare nas fotos que ele sempre come olhando para a entrada, com medo que dos cachorros.

Ali ele ficou por quase meia hora comendo, depois se foi e o sono chegou aí fui dormir.

Pela manhã acordamos, fui fazer umas fotos, tomamos café e estrada. Novamente a caça ao totem ou, como o mineiro diz, “piquete”.

Seguimos rumo a Ouro Preto, sempre com belas paisagens, serras, lagos e morros. Simplesmente lindas.

Passamos por uma parte da serra do espinhaço, onde tem uma estátua de um homem com uma viola. Fomos nos informar do que se tratava e nos contaram que ele foi apaixonado por uma moça, filha de um fazendeiro e por seu amor não ser correspondido ele se isolou em uma caverna.

http://itambedomatodentro.mg.gov.br/novo_site/index.php?exibir=noticias&ID=624

Chegamos a Ouro Preto a tarde e, como de costume, fomos direto carimbar o passaporte, este na secretaria de turismo, onde também recebemos nosso certificado do caminho dos diamantes. Por toda a viagem os passaportes são carimbados em diversos lugares, como pousadas, secretaria de turismo, centros culturais, bares, etc…

Em todos os pontos de carimbos sempre fomos recebidos com muito carinho e atenção. Em Milho Verde nos convidaram para tomar café com os hóspedes e nós experimentamos um delicioso queijo curado. Em Morro do Pilar, a dona da cafeteria foi atrás da dona da pousada para que ela nos atendesse. Quando saiu do café, falou pra nós: – toma conta ai pra mim, e saiu. Em Ipoema, a dona da pousada nos serviu um chá de erva cidreira gelado e pão de queijo. Em Mariana, a gerente da pousada pediu para fazer um café e nos serviu com biscoitos. A Estrada real tem esta magia. A recepção é marcada com a cordialidade do mineiro, ô trem bão!

Havíamos combinado que ficaríamos um dia em Ouro Preto, pois o amigo que estava com gente não conhecia. Então ficamos e fomos visitar as igrejas, igrejas, igrejas… a casa do conto e os museus. Na quinta pela manhã saímos rumo a SP. Viemos por dentro, passando por Lagoa Dourada, onde paramos para comer o verdadeiro rocambole (como é divulgado).

Passamos por Prado, pela vila do Bixinho, por Tiradentes, Sta. Cruz de Minas (cidade dos móveis rústicos), São João Del Rei e pegamos a BR de volta pra casa.

Nos 2100 km rodados, demos muitas risadas, comemos bem e bebemos mais ou menos. Mas, o mais importante, nos divertimos muito em nossa caça ao Piquete.

Assim foi nossa aventura pela estrada real no caminho dos Diamantes, ficando para uma próxima oportunidade o caminho do Sabarabuçu e o Caminho velho.

Abaixo um poema que li sobre a estrada real.

DO MAR AO SERTÃO

Nos descaminhos
um caminho
de ouro enfeitado
e diamante cravado

Num Rio de Minas
buscou o viageiro
as riquezas Gerais
de Janeiro a janeiro

Nas estradas da vida
carroça e cavalo
da mata ao cerrado
areia e barro

Na montanha, uma cruz
Um orai por nós
Na arte, o sagrado
Um reino a vós

No café com Maria
Um bom dia, Seu João
Na cozinha, casinha
de terra no chão

Real é sua lida
e seu arroz com feijão
Garimpeiros de sonhos
do mar ao sertão

ATE A PROXIMA.

Ushuaia

Ushuaia fin del mundo, ou o inicio

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Pra nós, o início de uma viagem e a realização de um sonho como motociclista, ir ao Ushuaia.

Já a alguns anos, sempre que passo pelo posto de gasolina Ouro Verde na Br 116, olho uma placa com os kms de alguns lugares e lá bem embaixo está Ushuaia: 5.170 km .

E sempre me perguntava, quando eu vou.

Bom chegou a hora, falei com a Sonia e ela topou.

Convite estendido ao grupo mas, um tem um compromisso outro, outro e assim Manolo e Rosana toparam.

E vamos nós!

Começamos a preparar ou se organizar, fizemos camisetas, adesivos e planos, conversamos como seria a viagem e tudo pronto.

Chegou o dia.

Viagem marcada para saída dia 29/12, o Manolo e Ro iriam dia 26.

Ficariam em Camboriú e nós sairíamos dia 29 para encontrá-los.

Chegou dia 26, Manolo e Ro pegaram a estrada. Quando chegaram no Rodoanel a moto do Manolo deu pau.

Retornaram, foram pra concessionária, mas não tinha jeito.

Não tinham a pç no Brasil. Aí vem a frustação, todo esse tempo esperando o dia D e quando chega …

Bom… quem tem amigo não morre pagão ou melhor quem tem amigos tem moto reserva, e assim, o Belo gentilmente cedeu a moto para o Manolo. Já que ele não pôde ir pelo, menos a moto vai. E nós conseguimos adiantar um dia e saímos todos no dia 28/12. Ponto de encontro foi no posto Ouro Verde na BR 116, o posto da placa que falei acima. Bom acabei esquecendo de fazer uma foto perto do mesmo, ansiedade….

Assim começamos a viagem. Tínhamos optado por ir pela BR 101, mesmo sendo 200 km a mais no roteiro. Mas ela oferece uma condição bem mais favorável que a 116 por ser dupla. Só não contávamos com um tremendo congestionamento. Foram 60 km de corredor. Acabamos dormindo em Biguaçu-SC.

No outro dia tomamos café cedinho e saímos com destino a Uruguaiana e chegamos a tarde tipo umas 18 hs .

No caminho entre várias paradas para abastecer, o Manolo foi se alongar perto da moto do Belo, quando reparou que o pneu traseiro estava montado no sentido contrário. Caramba, eu disse, então é por isso que ontem rodamos pouco, a moto queria voltar!

Brincadeiras à parte no dia seguinte acordamos e fomos fazer a troca do pneu, ou seja, inverter a posição do mesmo. Depois fomos para a fronteira fazer os trâmites.

Na parte brasileira tinha uma fila muito grande. Fiquei nela enquanto as meninas foram tomar informação. Nós brasileiros podíamos passar por um guichê que não tinha fila. Ótimo, atravessamos a ponte e passamos para o lado Argentino.

Lá a fila não era grande, mas aconteceu uma situação que só no desenho do pica pau pode acontecer

Imaginem uns guichês a sua frente onde você é atendido e na suas costas um container que é uma cabine ou algo assim.

A Sonia com os documentos na mão estava na fila, quando de repente, o documento da moto desliza da mão dela e entra numa fresta. Sim uma fresta que mal entrava a folha de papel. Aí foi …ela ficou…. E nós falamos, vamos fazer os trâmites e depois a gente vê isso.

Fizemos nossa entrada e invocamos o nosso espírito de MacGyver. Com uma antena e um rolo de fita isolante conseguimos pegar o documento da moto dela e assim ela fez os trâmites. E só risadas, pois ninguém confiava mais em deixar documentos na mão dela, principalmente se houvesse uma fresta perto.

Estrada, já eram umas 14 hs. Rodamos pela Ruta 14, estrada duplicada, muito boa até um Pueblo chamado Gualeguaychú.

Encontramos uma pousada simples, cerveja e a noite saímos uma quadra pra comer e cama. Aqui, 21 hs ainda é dia.

Na manhã seguinte café e estrada. Rodamos até Bahia Blanca. Passamos a noite do réveillon em uma lanchonete de um posto gasolina.

Bom fomos descansar e no outro dia estrada.

Tocamos até Puerto Madryn, onde nos hospedamos, pois no dia seguinte era de passeios, conhecer a península Valdez.

https://www.viajenaviagem.com/2014/11/dicas-roteiro-puerto-madryn-peninsula-valdes

Dia 03/01 pegamos a estrada com destino a Puerto San Julian.

É deste ponto pra frente que começa a Patagônia argentina e também é de Puerto Madrym em diante que os ventos patagônicos começam a mostrar sua cara, isso é, se vento tem cara. Porque a coisa é forte.

Os ventos são fortes, muito fortes. Quando se chega a Comodoro Rivadavia e Caleta Olivia, você está andando totalmente inclinado. Os ventos sopram do pacifico para o atlântico e são fortes, o pescoço é forçado o tempo todo.

Acabamos parando em Fitz Roy, um Pueblo pequeno que tem um hotel ao lado de um posto de gasolina. E foi ai onde dormimos.

No outro dia pela manhã saímos com destino a Rio Gallegos. Os ventos continuam fortes. Em determinados momentos mudam a direção, ora de frente, ora por trás, mas sempre fortes.

A Ruta 03 é uma estrada com retas intermináveis. Em determinado momento rodamos 200 km sem um ponto de parada. Toda a vegetação é rasteira, não tem uma árvore ou um abrigo sequer. E muito menos posto de combustível. Foi aí que nossos galões entram em ação.

Esta estrada não é considerada a mais bonita ou o caminho mais bonito para a patagônia. A Ruta 40 sim. Mas, tem suas belezas. Ela é florida com flores do campo por toda sua extensão. Ora são flores amarelas, roxas ou brancas, mas sempre florida. Em determinado momento roda-se quilômetros com um aroma de mel e com a beleza e curiosidade dos Wanacos, que são muitos. E muitas aves também. A gente a todo momento recebe sinal de luz do veículo no sentido contrário, nos avisando dos animais na pista, e retribuímos para o próximo, o sinal.

A vegetação parece muito com a caatinga rasteira, com arbustos de, no máximo, 30 cm e sem uma árvore ou um arbusto maior, sempre rasteira. Clima quente, muito calor no meio do dia e a noite frio.

Bom, chegamos a Rio Gallegos. Fomos para um hotel simples, dormimos e no dia seguinte estrada.

Neste dia faríamos a saída da Argentina e entrada no Chile. Atravessamos o estreito de Magalhães, rodando 40 km no rípio e saímos do Chile retornando à Argentina, chegando ao Ushuaia.

No caminho, nos últimos 100 km pra se chegar ao Ushuaia, atravessamos a cordilheira dos andes.

Diferente de quando se vai ao Atacama ou a Cusco, atravessar esta parte da cordilheira é diferente. Olhando a frente, vemos os picos nevados que a Ruta 3 vai cortando, como se as montanhas fossem se abrindo e deixando a Ruta passar por dentro. A temperatura de 17° caia pra 8, 7, 6° rapidamente. Mas não dá pra sentir frio, pois a beleza das paisagens não permite. O foco está na estrada, mas é desviado para as montanhas. A vegetação mudou totalmente. Agora temos árvores, bosques úmidos. Parece com a nossa serra do mar.

A Ruta vai entrando e você sobe, desce e faz curvas, quando de repente dá de cara com o portal USHUAIA FIN DEL MUNDO.

Ali paramos para a famosa foto e adotamos um amigo ou fomos adotados. Sim, um cachorro, um labrador. Paramos as motos e ele vem com um pedaço de pau, um galho e põe na sua mão pra você jogar e ele vai buscar, traz, coloca novamente na sua mão e quer brincar o tempo todo.

Bom, após a foto, vamos procurar um hotel pra ficar. Achamos um muito bom e confortável, só que nos três dias que lá ficamos, trocamos todos os dias de quarto, ora pra um melhor, ora pra outro menos confortável. Mas ficamos bem.

Em Ushuaia, fomos procurar pra fazer os passeios e escolhemos os mais cotados.

Fomos fazer um off road de 4×4 para conhecer as castoreiras.

E no outro dia fizemos o parque nacional e o passeio de catamarã para ver os pinguins e leões marinhos.

Tudo muito show. Iríamos ficar mais um dia, mas teríamos que procurar um outro hotel e aí resolvemos seguir viagem, agora para El Calafate.

Saímos de Ushuaia. Eram umas 11:00 hs. Fomos para a fronteira, fizemos os trâmites, o rípio e dormimos em Cerro Sombrero –Chile.

No outro dia pela manhã saímos as 8:30, pois a balsa começa às 9:15 hs. Atravessamos, fizemos os trâmites novamente, pois teríamos que sair do Chile e entrar na Argentina, e fomos para El Calafate.

Chegamos, procuramos um hotel e conseguimos um muito bom. Aliás, na cidade só tem bons hotéis e com bons preços.

No dia seguinte fomos conhecer o parque nacional dos glaciares, conhecer Perito Moreno, uma geleira que nos últimos 50 anos tem mantido seu tamanho, ao contrário das demais que estão encolhendo.

http://paraondefomos.com.br/glaciar-perito-moreno-que-precisa-saber/

Perito Moreno é simplesmente lindo.

À noite jantamos, cerveja e no dia seguinte rumo a estrada, pois já seria o início do retorno. E assim fomos tocando de cidade em cidade, lidando com os ventos muito fortes. E olha que tanto na ida quanto na volta, não pegamos situações de chuva.

Em resumo, a viagem foi ótima, com lugares lindos e as dificuldades foram superadas sempre com amizade.

A patagônia, tanto do lado argentino como do chileno, é linda. Ficaram muitos lugares para se conhecer e que merecem novas viagens.

Agora vamos descansar e nos preparar para a próxima

Como dizem nossos Hermanos.

BUENAS RUTAS!