Urubici

Clique no azul para ver filmes curtos de Cânion da Laranjeira (38 seg) e Funil (12 seg)

Havia algum tempo que pesquisava a região de Bom Jardim e Urubici. Conhecemos algumas coisas por lá, mas o Funil, Laranjeiras e outros cânions da região ainda não havia tido oportunidade de visitar.

Desde o início do ano planejava conhecer mas, por ser verão, não é muito aconselhável. E depois, toda essa situação do vírus, ficou mais difícil. Tudo estava fechado, quando de repente, o estado de Sta Catarina abriu as pousadas e os pontos turísticos. Aí, não deu outra.

Quem tá a fins de andar um pouco de moto? Como louco não falta, logo achei quem estava a fim de sair de casa.

Fomos então Eu (Wanzer), Soninha, Belo, Cel e Manolão.

Bora então.

Combinamos de sair na segunda feira dia 27-04. Assim, nos encontramos no primeiro posto da Br 116, logo após o Rodoanel. Tomamos café e saímos. Fizemos uma ótima viagem até o destino, Urubici. Subimos pela Br 282 por ser mais perto que subir pelo Rio do Rastro.

Chegamos, fomos direto até a pousada Luar da Serra. A Rebeca é a dona e uma pessoa muito prestativa. Pousada simples, mas limpinha, café da manhã gostoso, boa cama e estacionamento. É o que precisávamos.

Descarregamos e saímos para tomar um vinho e jantar. Bem, tomamos 2 boas garrafas e comemos peixe com batatas, muito bom. Depois fomos nos organizar e descansar, pois no outro dia tínhamos belos lugares para conhecer.

Pela manhã fomos fazer uns corres e depois pegamos um carro (alugamos) pois a RT do Belo não anda onde iríamos (estrada de terra). E lá fomos nós conhecer o espraiado e o alto do corvo (infelizmente fechado). Mas não perdemos a tarde. Fomos até Aiure, descendo o Corvo Branco e paramos para tomar um café. Que delicia. O café passado na hora é servido em uma térmica à vontade. Pegamos um queijo serrano e comemos, depois pedimos uma porção de peixe frito, muito gostoso. E ali estava nosso café da tarde. Continuamos nosso passeio e seguimos para a pousada.

A noite saímos para comer e tomar umas. Voltamos para descansar.

No outro dia, quarta feira, pegamos as motos e fomos até Bom Jardim. Lá tínhamos marcado com o guia Thiago pra fazer o Laranjeiras. E assim fomos até uma das fazendas que dá acesso ao cânion. O 4×4 chega até um ponto, depois uma caminhada curta até a borda. Lugar lindo. Lá curtimos o visual e depois de um tempo, já retornando, paramos em uma plantação de maçãs para colher (free). Uma mais deliciosa que a outra. Maçãs maduras no pé. Quando vc parte, dentro dela tem os cristais de açúcar, pois ficaram no pé amadurecendo, muito diferente das que comemos aqui, doce mesmo. Fizemos fotos, conversamos e fomos para o cânion da Ronda. De acesso fácil, fica perto do mirante ao lado da estação das eólicas. Dali saímos ate Bom Jardim, pegamos as motos, pois já era tardinha e sabíamos que nosso amigo Manolo logo chegaria. Aí, bora para Urubici.

Chegamos, guardamos as motos e fomos tomar uma cerveja artesanal e esperar nosso amigo. Este local vende produtos naturais (orgânicos) e pouco tem pra beliscar com cerveja. Mas, tinha castanha de caju, que comemos e depois a opção era milho seco Peruano (MAYS) ou ervilha seca com wasabi (raiz forte). Bom, vamos experimentar ervilhas, ok?

Peguei duas coloquei na boca. Meu… começou subir pelo nariz um desentope, kkk. Mas fiquei quieto. Meu amigo Amaral encheu a mão e colocou na boca. De repente, a Sônia olha e vê o cara chorando, as lagrimas caindo.

_ que foi Belo, ela perguntou.

_ Ah … coloquei um punhado disso aqui na boca e sobe tudo pelo nariz.

E limpava os olhos, só risadas.

Bom ai a brincadeira era ver quantas ele conseguia colocar na boca sem chorar. Foi uma piada, até o Manolo chegar e participar também, colocando 3 ervilhas.

Bom, nosso amigo havia chegado bem graças a Deus. Ficamos conversando, bebendo, rindo e ai se foram 5 cervejas artesanais embora.

Já anoitecia, fechamos a conta, fomos para a pousada e mais tarde saímos para jantar.

Fomos conhecer outro restaurante muito bom também. Tomamos cervejas, comemos truta, conversamos bastante, rimos pra caramba e depois voltamos para descansar, já que no dia seguinte tínhamos marcado com o Sr Miguel.

Chegou a quinta feira, dia de conhecer o Funil. Pegamos as motos, fomos para Bom Jardim nos encontrar com o guia, Sr Miguel, que é proprietário de uma das fazendas que dá acesso ao Funil.

Paramos no posto em Bom Jardim, local combinado, e o Sr Miguel veio nos buscar. As motos ficaram quietinhas. E lá fomos nós, de 4×4.

A entrada do Funil fica próxima ao Bom Jardim uns 3 km, ai entra na propriedade. São 7 km de terra, tranquilos, que dá pra fazer a pé em uma próxima oportunidade.

Quando vai se chegando próximo a borda, QUE COISA LINDA, ver as nuvens abaixo de vc como se estivesse em um voo. Inexplicável o que se sente. Ficar sentado ali olhando e a cada instante tudo muda, o que se viu não é mais igual, simplesmente lindo.

No Funil ficamos um bom tempo, depois saímos e fomos a um sítio onde as mulheres fazem queijo. Infelizmente não tinha sobrando, pois vendem para os hotéis e, como o turismo estava liberado, eles consomem bem. Então ficou só as fotos.

Depois o Sr Miguel nos deixou no posto para pegarmos as motos e fomos até Urubici.

Chegamos, pegamos o carro e fomos tentar conhecer o Alto do Corvo, o que também não deu, pois lá fecha o tempo e não compensa subir. Então vamos ver um por do sol. Certo? certo.

E fomos em um lugar lindo pra assistir e contemplar o astro se por, no Morro do Oderdeng, 1400 mts.

No caminho passamos por um pomar de caqui, paramos rapidinho pois tínhamos pouco tempo até o sol se pôr.

Quando o espetáculo terminou, descemos e adivinha… Paramos no pomar pra pegar uns caquis. O rapaz que cuida apareceu e perguntamos se ele nos vendia caqui. Sim. Quanto o quilo? 2,00 reais o quilo. Bom, pegamos um pouco só pra comer mesmo pois, de moto não dá pra trazer pra revender no CEASA, né?

Já era noitinha quando fomos para a pousada. Ao lado tem o Hotel Urubici Palace. Lá tem uma pizzaria. Era o que queríamos. Nem entramos na pousada. Sentamos lá e tomamos cerveja artesanal e comemos pizza cortada em aperitivo. Ficamos conversando, rindo, bebendo e comendo.

Depois fomos nos organizar, pois no outro dia era sexta e iniciaríamos o retorno, combinado pra fazer em duas pernas sem stress.

Saímos pelo mesmo caminho que chegamos, Serra do Panelão, já que pelo Rastro teria barreiras sanitárias e isso causaria transito.

Assim, seguimos ate Cajati, onde ficamos para pernoite. Ali Belo e Cel, que tinham compromisso, tocaram direto.

Fizemos o chek-in e marcamos que desceríamos em uma hora. E assim fomos comer uma pizza em um local próximo e tomar umas cervejas para hidratar, né?

No outro dia cedo (sábado), tomamos café e saímos. Era umas nove e pouco. Nossos amigos Pakito e ninguém mais que o Belo, de consciência pesada, pois tinha ido embora com nosso dinheiro do pedágio, voltou para pagar os mesmos.

Todos chegaram bem em suas casas e a vontade de viajar já está de volta. Mas, por hora, só a vontade.

Logo estaremos todos juntos novamente.

Ate a próxima.

preparativos Salta

 

Quando fomos ao Atacama, uns 10 anos atrás, pernoitamos em uma cidade argentina chamada Salta. Gostamos da cidade e vimos que tem bons passeios por perto, inclusive o trem das nuvens. Combinamos de voltar e agora, 10 anos depois, estamos preparando essa volta.

Decidimos nos encontrar na minha casa, para conversar, ver datas, roteiros, quantidade de dias, passeios, etc. E, naturalmente, tudo regado a churrasco e cerveja. Todo o grupo veio, inclusive aqueles que não viajarão, vieram para confraternizar. Fazia tempo que não reuníamos todo o grupo assim. Wanzer e Soninha foram os primeiros a chegar e já começaram a preparar uma deliciosa farofa que só o Wanzer sabe fazer, enquanto a Soninha preparava o tabule. Em seguida chegaram Edson e Cláudia, Wagner e Ana, Pivão e Bandita (que trouxeram a Mel, a cadelinha fofa deles), Manolo e Rosana. O Belo, pra variar, chegou bem tarde, mas ainda deu tempo de comer o que sobrou da carne… Junto, obviamente, a Cel, e ainda trouxeram João e Magda. Ainda saboreamos uma caipirinha de manjericão com limão siciliano, preparado pela Soninha e abrimos um champanhe, acompanhado com bolo, para festejar o aniversário da Edna.

Depois de muito comer, beber e botar as novidades em dia, iniciamos nossa discussão sobre a viagem. Infelizmente, só 4 casais bateram o martelo, Eu/Edna, Manolo/Rosana, Edson/Cláudia e Belo/Celma. Decidimos por uma viagem de 15 dias, partindo de São Paulo (e arredores) dia 20 de março. Aproveitamos e já compramos os ingressos para o trem das nuvens via internet, que deu a maior dor de cabeça, porque o site dizia ter problema no cartão, mas a operadora do cartão informava que o débito havia sido efetuado. A gente ficou meio que sem saber como agir. Fizemos tantas tentativas, que no fim compramos 20 ingressos, 12 a mais do que queríamos. Mas já solicitamos o cancelamento dos ingressos excedentes e estamos aguardando confirmação. Quanto aos outros passeios, ficamos de escolher uma operadora de turismo na região, assim não precisamos nos preocupar com motos, horários, bebidas, etc…

Tudo resolvido, e o povo voltou pra casa, à exceção da Cláudia e do Edson que nos deram o prazer de sua companhia até o domingo. Foi bom, porque juntos fizemos nosso pedido de cancelamento dos tickets excedentes.

Tudo certo, tudo resolvido, e ainda demos sorte que abriu o maior sol depois de uma semana só de chuva. Agora tratar dos detalhes, preparar rotas, documentos, etc… E que venha março.

Confraternização em Ubatuba

Finalmente chegou o dia da nossa confraternização. Belo e Céu dessa vez não puderam ir. Estavam viajando pelo exterior e Pivão/Bandita também não, pois estavam curtindo o aniversário de mais um ano de casados (não vou dizer quantos…). Mais uma lua de mel (parece que é umas 2 ou 3 por ano, isso q é amor). Bom, tudo acertado, eu (Sidnei), Edna, Cláudia, Edson, Manolo e Rosana optamos por ir um dia antes, na sexta-feira. Marcamos encontro no Frango Assado no km 94 da Carvalho Pinto. De lá seguimos direto para Ubatuba. Viagem tranquila, sem contratempos. Não choveu, ainda bem, mas o trânsito estava pesado na serra, principalmente, entre Caraguá e Ubatuba. Mas chegamos bem. Deixamos as coisas no quarto e fomos para a praia, curtir um sol fraquinho e algumas cervejas. Na volta compramos algumas cervejas e petiscos para deixar na geladeira para receber o resto do grupo no dia seguinte. Saímos à noite para passear pela orla e jantamos num restaurante italiano que o Manolo achou. Passeio bom, comida boa.

Dia seguinte, todos, (menos eu, lógico) acordaram cedo para um passeio na praia e depois voltaram para a pousada onde ficamos tomando cerveja e esperando o restante dos nossos amigos. O primeiro a chegar foi o Wagner com a Ana, de moto. Wagner muito disposto e com a boa e velha BMW Triple Back, que ficou meio encostada por uns tempos. Em seguida, chegaram Wanzer e Soninha, de carro e por último, o Thiago e a Lu, trazendo a lindona da Duda junto. Ficamos na beira da piscina, jogando conversa fora, tomando algumas cervejas e aperitivando salame, queijo e batatinhas que trouxemos da adega da esquina. Depois eu fui tirar uma soneca enquanto a Duda curtia a piscina com os pais e o resto do povo foi passear na praia. À noite fomos para o restaurante Jundu, onde havíamos reservado mesa para o jantar de confraternização. Comida boa, bebida boa, música boa ao vivo e um espaço para a Duda brincar. Foi muito legal e descontraído. Em seguida, fomos levar as crianças (a Duda e o Wanzer) para tomar sorvetes. E eu fui comer uma palha italiana numa doceria que conhecemos no dia anterior. Voltamos para o hotel e cama.

No domingo, todos saíram para passear pela praia logo cedo (menos eu, claro). Eu, a Edna, o Manolo e a Rosana resolvemos encarar a estrada logo cedo, após o café da manhã. O resto do povo preferiu curtir um pouco mais a praia, a piscina, etc… Devido ao horário, pegamos uma estrada tranquila o tempo todo. Um pouco de chuva no começo da serra, mas depois o sol apareceu. O retorno foi muito mais rápido do que a ida. Nos separamos da Rosana e do Manolo logo após o primeiro pedágio da Tamoios, cada um indo pro seu destino final. Chegamos bem em casa, assim como todos os outros depois.

A confraternização foi excelente, como sempre. A previsão do tempo não era muito otimista mas, por sorte estava errada. Pegamos um sol gostoso a viagem inteira. Deu pra curtir praia e piscina. Nossos amigos que estavam viajando estavam sempre presentes, mantendo contato via WhatsApp, conversando, tirando fotos, mandando filmes. Graças a essa tecnologia, mesmo distante, estamos sempre “perto” dos amigos e familiares e, já que estávamos “juntos”, nada mais justo que incluir algumas das fotos que nos mandaram no nosso álbum. Muito bom. Agora, agitar para os planos que fizemos para passeios o ano que vem se concretizem. Boas Festas a todos.

Vistoria em Ubatuba

Fim de ano chegando e chegando nossa confraternização de fim de ano. Edna e Wanzer começaram a agitar e, logo em seguida, a Cláudia sugeriu a praia do Tenório em Ubatuba. O Edson fez uma lista de pousadas para visitarmos. Chamamos o povo para fazer uma vistoria, como nos velhos tempos. Eu, a Edna, a Cláudia, o Edson e o Wanzer topamos na hora, mas o resto não pôde ir. No fim, nem o Wanzer pôde, por ser num sábado. No fim ficamos só nós 4 mesmo. E eu estreiando moto nova, uma BMW R1250GS Exclusive. Da concessionária direto pra estrada. Assim que é bom, né?

Bom, marcamos encontro no posto do km. 94 da Rod. Carvalho Pinto. Quando eu e a Edna estávamos na rod. D. Pedro I, eu cismei que o posto era naquela estrada e paramos para avisar a Cláudia e o Edson que chegaríamos antes da hora. E eles correram para o posto nos esperar. Só que não era a Carvalho Pinto, era a D. Pedro e acabou que os 2 ficaram um tempão esperando a gente chegar. Coitados.

Chegamos e nem tomamos café. Um bate papo rápido e já fomos pra Tamoios, Edson puxando. Estrada tranquila até a serra, onde começou a chover. Paramos para por agasalhos de chuva. Todos, menos eu. Apostei que não estaria chovendo no litoral e me dei mal. O trânsito no litoral tava chato. Pesado. Muitos turistas, muitos carros, velocidade média baixíssima e chuva que não parava. Mas chegamos bem na primeira pousada da lista do Edson. Ai Edna e a Cláudia entraram para conhecer e se encantaram. Lugar simples, quartos simples, bons chuveiros, estacionamento fechado, preço acessível e a dona da pousada muito simpática. Nem fomos visitar as outras pousadas, fechamos com essa mesmo. Dia 30 de novembro.

Depois que fizemos as reservas para a turma, eu já estava me preparando para comer algo e pegar a estrada de  volta. Mas a Cláudia sugeriu pernoitar lá mesmo e voltar no dia seguinte. Só que eu e a Edna não tínhamos muda de roupa, e ficar com nossas roupas molhadas no corpo não ia dar certo não. Mas topamos do mesmo jeito. Guardamos as motos no estacionamento, fomos até a esquina e compramos um conjunto de roupas novas e … secas… Fomos até os nossos quartos, nos trocamos e saímos para jantar. Procuramos um lugar perto, mas todos nos indicavam os restaurantes à beira mar. Então, lá fomos nós, andando debaixo de chuva. Ainda compramos aquelas capas transparentes de chuva e seguimos em frente. Jantamos no Raízes, um restaurante bem legal, comida bem servida, garçons simpáticas e preço meio salgado. Mas comida muito boa. Depois fomos dar um giro pra conhecer a região. E topamos com um barzinho legal, ambiente descontraído e acabou que reservamos nosso jantar de confraternização por lá mesmo. Voltamos, paramos no Raízes outra vez para pegar a bolsa da Edna que ela tinha esquecido e aproveitamos para tomar mais um chopinho. Eu tava precisando, pois tropiquei em alguma coisa no caminho e fui pro chão, levando a Edna junto. Fiquei dolorido, mas nada sério.

Dia seguinte, tomamos nosso café da manhã e já pegamos estrada. Dessa vez, sem chuva e menos trânsito. Serra também tranquila, apesar da neblina forte no topo da serra. Visibilidade de 200 ms. se tanto… O Edson e a Cláudia se separaram da gente no acesso a rod. Carvalho Pinto. Nós optamos por voltar pela D. Pedro, apesar de ser um percurso mais longo. Não estávamos a fim de pegar a marginal Tietê e eu também queria fazer quilometragem com a minha moto. Todos nós chegamos bem. Tudo resvolvido. Vistoria, reserva de pousada, reserva de restaurante, etc… Eu dei um belo esticão com a moto e já atingi a quilometragem necessária para a revisão dos 1.000km., obrigatória. Agora, é só esperar dia 30 para curtir o fim de semana com o povo.

Santuário do Caraça – MG

 

Estávamos precisando andar de moto. Quando eu, Belo e Michel fizemos a estrada real – caminho dos Diamantes, fomos conhecer o Santuario do Caraça. Comentando com o pessoal sobre a beleza do lugar, apareceu esta oportunidade de montar este passeio.

Serra da Piedade e santuário do Caraça.

Foi então que marcamos para sair quinta dia 17 de outubro. Inicialmente iriamos em 10 motocicletas, mas Toninho e a Lu e o Sidnei e a Edna tiveram que adiar, mas tenho certeza que irão um dia qualquer conhecer estes lugares que são simplesmente um paraíso.

Assim marcamos a saída para as 7 hs do dia 17, quinta-feira do posto Graal de Mairiporã. E não é que o Belo chegou dentro do horário, até nos espantamos.

Horário dado, todos tomados café da manhã, tanque cheio, eu, Sonia, Ro, Manolo, Belo e Cel fomos pra estrada.

Optamos por seguir sentido Mariana, para evitar o transtorno que o trânsito de Betim, Contagem e BH proporciona.

Bom fomos ate Mariana, sem reserva em hotéis. Chegando perto de ouro Branco paramos pra tomar uma água e a Ro pesquisou um Hotel simples, apenas para um pernoite. Bom fomos ate lá e, pessoalmente, fechamos, pois estávamos cansados e com fome.

Mais a noite saímos e fomos jantar em um restaurante que se chama Quintal. É um galpão com música, brinquedos para as crianças, mas parece uma quadra de futebol. Mas a comida é boa e o ambiente agradável.

Tomamos vinho, comemos, conversamos, sobremesa e fomos de volta ao hotel, que era perto do centro.

Pela manhã tomamos café e seguimos sentido a Serra da Piedade, ai que é um s….

O GPS estava programado para sair de Mariana e seguir sentido Catas Alta, Sta Bárbara e Caeté (onde fica a serra da piedade).

Bom ele nos mandou pelo anel do contorno de BH. A km é praticamente a mesma, mas a BR 381 está em reforma. Foi um saco… (quando estiver pronta será uma bela rodovia sentido Vitoria). Mas tudo bem chegamos.

A Serra da Piedade

É uma formação geológica localizada no município de Caeté, a uma distância de 40 Km de Belo Horizonte. Sua altitude atinge o máximo de 1 746 metros acima do nível do mar. É uma continuação da Serra do Curral. A serra da Piedade já era conhecida desde o princípio do século XVII como consta em Carta Régia de 23 de março de 1664, pela descoberta dos “Sertões de Caeté. A serra da Piedade é a mesma serra do Sabarabuçu e, portanto, está ligada às lendas das minas de prata, que desde final do século XVI excitaram os espíritos aventureiros que queriam crer que naquela latitude havia abundância de prata, a exemplo do que acontecia na serra do Potosi, no Peru.

Além da beleza natural, a Serra da Piedade sedia duas importantes e distintas construções: o Santuário, datado do século XVIII e o Observatório Astronômico da UFMG, considerado um dos maiores da América Latina.

No Santuário Nossa Senhora da Piedade, há 60 anos, Frei Rosário descobriu um verdadeiro tesouro garimpado numa pequena caverna na encosta da Serra. Ao comprar queijos artesanais frescos e armazenar na pequena lapa para maturá-los, descobriu que o clima e as condições do local faziam desenvolver um fungo que lhes proporcionava uma maturação especial, formando uma crosta e dando-lhes um sabor inigualável. Nascia assim à tradição do Queijo da Caverna, que está restabelecida por funcionários do santuário, 10 anos após a morte do Frei Rosário.

Lá passeamos , almoçamos e saimos para io nosso destino que era o Santuario do Caraça.

A serra do Caraça é um trecho da serra do Espinhaço, localizado nos municípios de Catas Altas e Santa Bárbara, sendo o Santuário do Caraça patrimônio de Catas Altas, também dá nome ao antigo Colégio Caraça, onde importantes personalidades da história brasileira estudaram. Hoje, o ainda conhecido por Parque Natural do Caraça ou Complexo Santuário do Caraça é uma Reserva Particular do Patrimônio Natural que abrange toda a região

O nome oficial do complexo é o Santuário de Nossa Senhora Mãe dos Homens, mas o Caraça tem esse apelido devido à forma que tem parte da serra, que lembra o rosto de um gigante deitado. A serra forma imenso anfiteatro alongado, com os três picos do morro da Trindade, o da Conceição; ao sul, as serras da Olaria e da Canjerana, a Serra do Inficionado, o morro do Sol, a serra do Carapuça. Anfiteatro de quatro quilômetros de largura. As águas da bacia descem em belas cascatas das montanhas, como Cascatinha, Cascatona e Bocaina.

Na segunda metade do século XVIII, um misterioso personagem, conhecido como Irmão Lourenço de Nossa Senhora, instalou-se na serra, tendo como objetivo a fundação de um eremitério, visando o fortalecimento da vida religiosa no interior da capitania.

Desde então o Caraça tornou-se lugar de peregrinação. Irmão Lourenço morre em 1819, deixando sua fundação em herança ao rei Dom João VI.

D. João VI entregou as terras e o eremitério à Congregação da Missão (padres lazaristas), cujos primeiros membros – Padres Leandro Rebelo Peixoto e Castro e Antônio Ferreira Viçoso – chegaram ao Brasil em 1820. De imediato, os padres transformam o eremitério em Colégio.

Aqui começa a época de glória da serra do Caraça. O colégio se caracterizou por sua seriedade e disciplina. Com períodos de pleno desenvolvimento, mas igualmente com fases de decadência, tornou-se referência do ensino para a elite de todo o Brasil. Dois futuros presidentes da república aí fazem seus estudos – Afonso Pena e Artur Bernardes – e outros tantos ex-alunos se tornaram governadores de estado, senadores e deputados, altas autoridades eclesiásticas.

No século XIX, o colégio foi visitado pelos Imperadores Dom Pedro I e Dom Pedro II, cujas impressões ainda podem ser vistas no Museu do Colégio ou ainda na Biblioteca.

Na segunda metade do século XIX, a velha Igreja do Irmão Lourenço, que se tornara demasiado pequena para o número de alunos do Colégio é substituída por outra, mais ampla, em estilo neogótico. Nela se pode contemplar a gigantesca e magnífica tela com o tema da “Última Ceia” do pintor mineiro Mestre Manuel da Costa Ataíde.

O colégio funcionou até 1968, quando um incêndio destruiu parte das instalações destinadas aos alunos. Tal sinistro destruiu igualmente parte do precioso acervo da biblioteca.

Chegamos no Caraça por volta das 16 horas, fizemos o check in e fomos tomar cerveja e chopp artesanal, comer queijo e tratar dos jacus com bolo de laranja (chic).

Sim os pássaros vêm comer as migalhas, tantos os sabiás, jacus, canários da terra, tico-tico, etc.., tem ate BAMBI comendo.

Enfim o bar fechou as 17 hs. Fomos nos trocar, tomar banho e nos reunimos na entrada da igreja e, de repente, o lobo chegou para comer, eram 18.30 hs. Hoje ele veio cedo, diziam as pessoas. Sim veio cedo e com fome e desta vez em dois. Raramente eles vem em casal, segundo o Padre que fica lá fazendo comentário e contando histórias. Os lobos subiram e comeram. Primeiro o macho e depois a fêmea. Ela só come depois que ele se satisfizer. Depois foram as raposas que estavam rodeando para comer, mas, como tinha muita criança, elas ficam mais ariscas. Mais tarde sobe um lobo bem adulto, grande, bonito e come bastante, mas come rápido, pois ele tem medo dos rivais.

Este animal se chama Chrysocyon brachyurus que quer dizer “animal dourado de cauda curta”. É chamado Guará porque em tupi-guarani, a língua dos indígenas, guará significa “vermelho”. Tem o corpo todo dourado; as patas e os pelos da nuca pretos; a cauda, o papo e um pouco do rosto brancos. É branco também o pavilhão das orelhas, que se movimentam como um radar, captando todos os sons e movimentos. É o maior canídeo da América do Sul, da família do cachorro, do cachorro-do-mato, do coiote, do chacal, da raposa e do lobo europeu, estadunidense e canadense. O Canis lupus fêmea mede 90cm e o macho, 95cm aproximadamente. E da ponta do focinho até a ponta do rabo, 1,45m.

Estima-se que a espécie do Chrysocyon brachyurus vive 16 anos, pesa em média 25kg e anda 30Km por noite caçando. É um animal de hábitos noturnos, mais ágil ao entardecer e ao amanhecer. Durante o dia fica descansando sobre a relva, deitando-se cada dia em um lugar. Não fica em tocas.

O Chrysocyon brachyurus é onívoro: come de tudo. Come pequenos animais e aves. Ele continua caçando, independente da comida que nós oferecemos a ele. Esta comida não o deixa dependente dos padres. Dos pequenos animais, ele come rato, gambá, coelho, coelho-do-mato, preá, cobra, sapo; das aves, come jacu (Penelope obscura e P. Superciliaris), saracura e outras. Por sinal, precisa dos pelos dos animais e das penas das aves para facilitar os movimentos peristálticos, da digestão. Come também frutas, como a fruta-do-lobo ou lobeira (Solanum lycocarpum), pêssego, maracujá, goiaba, etc. Além disso, é atraído por cheiros fortes, como o de frutas e comida apodrecendo, motivo pelo qual costuma revirar as lixeiras.

O Guará tem hábitos solitários, não vive em alcateia. Quando chegam a 1 ano, à maturidade sexual, é como se perdessem a relação de parentesco e ficassem a ter apenas relação de gênero. Aí precisam disputar o território. Os machos lutam entre si e as fêmeas lutam entre si. Os que vencem dominam o território e expulsam os demais, que vão procurar outros campos de cerrado para sobreviver. O filhote pode acasalar com a mãe, o irmão com a irmã, se forem o casal vencedor nas disputas pelo território.

Assim depois de ter visto estes animais, fomos jantar, ou o Manolo acabaria tomando o Rango do lobo.

Fomos para o refeitório, outra beleza. Comida à vontade e de muita boa qualidade, simples mas muito gostosa, praticamente tudo produzido ali no caraça.

Tomamos vinho, comemos e depois sobremesa, doces caseiros.

Fomos novamente para o pátio e logo os lobos voltaram para comer. Fazem assim praticamente durante toda a noite, enquanto tem comida na vasilha.

Mais tarde fomos dormir.

No sábado cedo tomamos um ótimo café da manhã, onde vc mesmo pode preparar seu ovo, panqueca ou derreter seu queijo no fogão a lenha, uma diversão para os hóspedes.

Café da manhã farto com uma variedade de pães, bolos e biscoitos, todos feitos na cozinha do Caraça.

Depois do café nada melhor que perder o que se adquiriu. Fomos fazer a trilha do Cachoeirão, 5 km pra ir, sempre com subidas e descidas íngremes, e lógico, um visual lindo da serra e sua cachoeira. Depois é só voltar os mesmos 5 km com as subidas sendo descida e as decidas da ida enormes subidas.

Chegamos apos 4 ou 4,30 horas e fomos almoçar. Sem comentários, tomamos cerveja, almoçamos, relaxamos um pouco e fomos conhecer mais 3 pontos turísticos do Caraça: a piscina e os dois mirantes. Lindo o visual. Aproveitamos para fazer fotos da turma e das motos na placa do Caraça.

A noite choveu. Jantamos. O belo, a Cel e a Sonia foram a missa. E eu, Manolo e Ro ficamos conversando e logo fomos cada um cuidar das coisas, pois amanhã, domingo, o retorno.

Marcamos para acordar as 7 hs, arrumar as coisas, tomar café e sair a hora que estivéssemos prontos, sem stress.

Tomamos café, pagamos a conta e saímos. Foram 700 km ate em casa. Chegamos à noite, de boa, cansados, mas satisfeitos e prontos para mais uma que logo virá.

São José dos Ausentes-RS

0155- 06ago19 canion Mte Negro

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Depois de um bom tempo sem viagens longas, finalmente conseguimos fazer uma. Há tempos o Wanzer queria conhecer os cânions da região de São José dos Ausentes, no Rio Grande do Sul. Dessa vez, surgiu a oportunidade, ele convidou a turma e Eu (Sidnei)/Edna, Manolo/Rosana e Belo/Céu topamos. O resto do povo, infelizmente, ficou em casa… O Wanzer planejou tudo, inclusive com adesivos e camisetas. Ponto de encontro marcado para dia 03 de agosto às 10h00 no posto O Fazendeiro, na Regis Bittencourt. Mesmo com uma chuvinha chata, todo mundo estava lá na hora, inclusive o Belo. Um cafezinho pra esquentar, pegar as camisetas e adesivos e estrada. Saímos com tempo nublado, mas logo melhorou. Estrada boa, trânsito tranquilo. Há muito tempo eu não pegava a Regis e gostei de vê-la duplicada. Ficou muito mais tranquilo viajar por ela. Depois de uns 400km, numa parada para abastecimento, trocamos uma ideia e decidimos pernoitar em Mafra, pois já estava tarde e esfriando. Reservamos um hotel e fomos direto pra lá. Guardamos as motos num estacionamento no posto em frente, passeamos pela cidade, jantamos e fomos dormir. Na chegada, percebi que não tinha pago o café no último posto onde paramos na estrada. A ficha ainda estava comigo.

Dia seguinte, dia 04, domingo, tomamos café da manhã e fomos pegar as motos. As do Belo e do Manolo, que ficaram sem cobertura, amanheceram com uma camada de gelo sobre elas. Chegou a -1° durante a noite. Nessa hora, 08h00, já estava bem mais quente, 1° brrrrr… Bom, os dois tiraram a camada de gelo das motos e pegamos estrada. Mais uma vez, estrada tranquila, típica de um domingo. A temperatura oscilou bastante durante o trajeto, às vezes subindo a 13°, mas na maioria das vezes, entre 8 e 10°. Chegamos em São José dos Ausentes, considerada a cidade mais fria do Rio Grande do Sul, com 9,5°. Paramos no posto de gasolina para reabastecer e aguardar o nosso guia, Guilherme, que chegou logo em seguida. Tínhamos mais 20 km até Silveira, onde ficaríamos hospedados. Esses últimos quilômetros são de terra batida. A minha moto, a da Edna e a do Wanzer são apropriadas para esse tipo de terreno, mas a do Manolo e do Belo não. Por isso, enquanto o guia os levava para um hotel, em São José, onde deixariam suas motos, eu, Edna e Wanzer pegamos o trecho de terra até nossa pousada, a Pousada e Restaurante Altos da Serra, em Silveira. Trecho tranquilo. Terra boa, batida, com poucos buracos. Chegamos, e fomos muito bem recebidos pelos donos da pousada, o Mano e sua esposa Kika. Ambos muito simpáticos. Quartos simples, de madeira, mas muito aconchegante. Guardamos nossas coisas nos quartos e ficamos no bar da pousada, tomando uma cervejinha, vinho, petiscando e aguardando o resto do povo chegar. Após a chegada do resto do povo, jantamos e fomos descansar. Saída para passeio marcada para as 08h30.

Segunda feira, dia 05, saímos para nossos primeiros passeios. Saímos todos encapotados, pois estava 1°. Um frio do cão. Nada de moto, pois todos os caminhos são de terra, alguns muito difíceis de passar. O Guilherme estava com uma Toyota Hylux. Apesar de espaçosa, ficamos apertados, pois éramos muitos para o carro. Nossa primeira visita foi no cânion do Tabuleiro e depois o Amola Faca. Para chegar, o carro ficou na estrada e nós fizemos o resto do caminho a pé, passando por cercas de arame farpado e subindo e descendo encostas. Lugar lindo, visual maravilhoso. Voltamos para o carro, comemos um lanche e seguimos para o próximo cânion, o Boa Vista, onde tem um mirante. É também chamado cânion da Catedral. Nesse trecho, a Rosana desistiu de ficar na parte detrás da Hylux e foi para o colo do Manolo, no assento do passageiro. Ela achou mais confortável. Melhor para a Edna e a Céu, que tiveram mais espaço para se esticar. Para chegar no Boa Vista, pegamos um trecho que era um verdadeiro lamaçal. O Guilherme conseguiu controlar o carro e chegamos bem. Outra vez, fizemos o resto do caminho a pé, passando por cercas de arame farpado. Nesse cânion, também muito lindo, dá pra ver o vale que alcança o cânion anterior, de uma outra perspectiva. Valeu a paisagem. Voltamos para o carro e pegamos estrada. Dessa vez, ao passar pelo lamaçal, o carro deslizou de lado, mas não virou, foi só um susto. Em compensação, essa deslizada deve ter afetado o freio do carro, pois logo em seguida, já em terra firme, o freio começou a falhar. Mas deu pra chegar em segurança na pousada. Mais uma vez, jantamos e cama.

Terça feira, dia 06, outra vez 08h30. Dessa vez, mais quentinho, 9°. Dessa vez saímos em 2 carros, pois o carro do Guilherme ficou na oficina. Wanzer, Belo e Céu foram com o Guilherme e eu, Edna, Manolo e Rosana fomos com o Aécio. Um gaúcho simpático que tinha um monte de CDs com músicas típicas gaúchas. A Edna, principalmente, se deliciou. Começamos pela cachoeira do Perau Branco. Uma bela cachoeira, com encostas de rocha esbranquiçada, daí o nome, Perau Branco. Mais uma vez, caminhada até o local, passando por cercas de arame farpado e subindo/descendo encostas. Em seguida, fomos conhecer o cânion de Monte Negro, também um visual lindo. Muito calmo, muito silêncio, isto é, quando o Belo parava de falar…. Dessa vez, paramos para almoçar no restaurante da Pousada Monte Negro. Após o almoço, fomos visitar a queijaria Antonio Lopes, produção familiar de queijo serrano. Após uma breve explicação sobre o processo de produção dos queijos, compramos alguns para degustar mais tarde e ainda de quebra, curtimos uma música que a proprietária, Edinalia, fez para homenagear seu avô. Muito legal. De lá fomos conhecer o cachoeirão dos Rodrigues. Paramos o carro num lugar tranquilo, mas, de repente, um monte de abelha veio nos atacar. Uma delas conseguiu picar a mão da Edna, mas o resto saiu ileso, pois todos voltamos correndo para os carros a tempo de escapar. O Guilherme tinha um antialérgico, que a Edna tomou e não teve maiores problemas. Com o caminho “bloqueado” pelas abelhas, nossos guias tiveram que optar por um caminho mais longo, onde tivemos que atravessar um rio com os carros. Era bastante raso e seguro, mas ainda assim, deixou um gostinho de aventura. Essa cachoeira é bastante larga e com suas bordas arredondadas, onde a água desliza, em vez de cair. Lugar muito calmo e tranquilo. Voltamos e fomos até a Fazenda Potreirinhos, de onde tivemos acesso ao desnível dos rios. São dois rios, o rio Silveira e o rio Divisa. Eles passam a poucos metros um do outro, sendo que um está a um nível mais alto que o outro. Interessante de se ver, e um pouco esquisito. Muito legal. Pra chegar a um lugar mais alto onde é possível ver o desnível, tivemos que cruzar a pé um dos rios. Tiramos os sapatos, arregaçamos as calças e atravessamos por uma água tão gelada que parecia que os pés iriam congelar, sempre segurando em uma corda que servia como guia e apoio. Mas valeu a pena. Retornamos para um café com a dona da fazenda e depois, direto para a pousada, jantar e dormir.

Quarta-feira, dia 07. Último dia. Novamente, 08h30 e temperatura muito melhor, 13°. Primeiro fomos para São José dos Ausentes pegar o carro do Guilherme que já estava pronto. Mesmo assim, continuamos com 2 carros, mesma divisão da turma. Iríamos primeiro para o mirante Santa Lina, início da Serra da Rocinha, mas o freio do carro do Guilherme voltou a dar problema. Manolo deu uma olhada e deu um jeito, mas o freio voltou a dar problemas e o Manolo voltou a dar um jeito. Com o contratempo, o Guilherme preferiu primeiro almoçar no Restaurante Vale das Trutas. Lugar confortável, cerveja artesanal, mas no fim ficamos nas tradicionais mesmo. Um recanto com 2 poltronas, com vista para a natureza. Legal. Para não ter mais problemas, o Guilherme pegou um carro emprestado e deixou o dele lá, e seguimos para o Mirante Santa Lina. É onde começa a serra da Rocinha. De lá dá pra ver todo o vale gaúcho que se liga ao mar. Dá pra ver, inclusive o mar à distância. Visual estonteante. De lá fomos conhecer a Cachoeira das 7 Mulheres. Para chegar, passamos por caminhos de pedras em riachos, tomando cuidado para não cair. Talvez o lugar mais calmo e aconchegante de todos que visitamos. A cachoeira não é muito grande, mas fica num nicho, muito tranquilo. O solo, cheio de belas rochas. Pena que não cabiam na mochila da Rosana… Os mais corajosos tiraram os sapatos para molhar os pés na água. Mas só os mais corajosos, eu fiquei de fora. Fizemos o caminho de volta para o restaurante onde almoçamos, a pé, cruzando a cachoeira do Juvenal. Bastante alta com uma coluna de água estreita. Chegamos ao restaurante rapidinho, onde os guias, que tinham voltado com os carros, estavam nos esperando. E finalmente, voltamos para a pousada, para nossa última noite.

Quinta feira, dia 08, último dia em terras gaúchas. O grupo se separou. O Wanzer, que há tempos queria fazer de moto a serra da Rocinha, antes que asfaltassem, saiu de madrugada. Veja o relato dele:

“A serra da Rocinha é uma escarpa da serra Geral, entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, Brasil e dá acesso aos Campos de Cima da Serra em Santa Catarina, ligando essa região serrana com o litoral sul catarinense.

Há tempos vinha planejando subir esta serra que começa em Timbé do Sul, SC e termina em Ausentes, RS.

Ora era uma coisa, ora outra, e o tempo foi passando. Quando tinha condições, estão asfaltando.

Bom tudo bem, mesmo assim vamos pra Ausentes. Convidei a turma para ir conhecer S. J. dos Ausentes indo por Vacaria.

Quando cheguei a Ausentes, o Guilherme, o guia que nos levou para fazer os passeios, me disse que a serra fica aberta em dois horários para trânsito dos locais e, lógico, dos turistas.

A serra abre das 6 às 8 da manhã e das 17 às 19 hs todos os dias.

Assim decidi que desceria na quinta-feira, quando seria o retorno da turma, que seguiram de volta a SP pela 116.

Acordei as 04h50min, me arrumei, e as 5h30 encarei os 32 km de terra até o mirante da serra. A estrada é de pura pedra e de difícil acesso, mas, devagar cheguei ao mirante as 7:30hs.

Que felicidade, estava realizando o sonho de descer a Rocinha. A estrada está boa. São 21 km até Timbé do Sul, SC, com um visual ímpar e com um alvorecer indescritível. O tom alaranjado no céu, simplesmente lindo. As fotos não conseguem traduzir a emoção que senti de estar lá vendo o astro rei nascer, simplesmente lindo.

Bom, desci a serra e cheguei em Timbé do sul. Parei pra abastecer e segui sentido BR 101 e depois pra casa, chegando bem graças a Deus.”

Nós pegamos estrada asfaltada. As motos do Manolo e do Belo, com certeza não aguentariam o tranco. E eu detesto acordar cedo. O nosso caminho não foi tão bonito, pena. Nosso objetivo imediato era Mafra, mas chegando lá, decidimos que daria para chegar a São José dos Pinhais. Mas antes de seguir, ainda parei no posto onde eu tinha esquecido de pagar os cafés. Devolvi a ficha e paguei os cafés, lógico. A uns 50 km de São José, fechou o tempo e começou a chover. Parei e todos colocamos as capas de chuva. Ótimo, porque parou de chover. E, para complicar, peguei uma saída errado e acabei entrando em Curitiba. Demoramos meia hora a mais pra chegar no hotel por conta desse erro. Bom, jantamos e fomos dormir.

Sexta feira, dia 09. Último dia do passeio. Logo cedo já fomos avisados pelo Manolo que o pneu traseiro dele estava furado. Como não adiantava se preocupar, primeiro tomamos nosso café da manhã e depois o Manolo encheu o pneu com o Tyrepand. A ideia era rodar até o primeiro posto de gasolina pra ver se o problema se resolveria. Mas não. Logo no posto, vimos que estava vazando a espuma do Tyrepand e o pneu já havia perdido mais da metade da pressão. Então, eu e o Manolo fomos procurar um borracheiro enquanto o resto do povo esperava no posto, tomando um cafezinho. Não foi difícil achar um borracheiro e, problema resolvido, voltamos para pegar o resto do povo e seguir em frente. Viagem tranquila, clima bom, estrada boa e chegamos em São Paulo, onde nos separamos. Cada um indo pra sua casa.

Foi uma viagem muito boa. Estrada boa. A Serra do Cafezal, com a pista duplicada está muito boa. A BR 116, depois de Curitiba, também está boa, com pista bem conservada. São José dos Ausentes é uma cidadezinha pequena e charmosa. A pousada é muito confortável e os donos são uma simpatia. Os cânions são a beleza do lugar. Visitamos vários cânions que são, na verdade, a continuidade de um cânion só. Cada mirante era uma visão de um ângulo diferente do mesmo cânion. Mas a estrutura é precária. O acesso aos cânions é através de propriedades privadas e os proprietários não se interessam em investir em turismo. O Guilherme tinha que deixar o carro na estrada de terra e nós seguíamos por terreno particular, sempre passando por cercas de arame farpado e subindo/descendo encostas até chegar ao local apropriado para aproveitar a paisagem. Geralmente caminhadas longas. A nossa média foi de 8 a 10 kms por dia, em terreno irregular. Mas ao chegar ao local, e deparando com aquela paisagem e o silêncio da natureza, sempre sentíamos que valeu a pena a caminhada. Como diria Fernando Pessoa, poeta português, “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”

Ourinhos

 

Tempo passando e nada do pessoal andar de moto. Aí, conversa vai, conversa vem, decidimos fazer um passeiozinho de fim de semana, dias 12/13/14 julho, só para por as motos na estrada. A Edna, louca pra por a moto nova dela na estrada outra vez. O destino escolhido, foi Ourinhos, pela simpatia do povo daquela cidade e por ser uma distância nem muito curta, nem muito longa.

Sidnei/Edna, Manolo/Rosana, todos de moto, e Edson/Cláudia de carro, sairam na sexta-feira. Viagem tranquila, com o Sidnei errando o caminho, como sempre. Rotina. Chegamos bem ao hotel, fizemos check-in e ficamos no bar do hotel degustando uma cervejinha. Tentamos ir a um restaurante num shopping ao lado do hotel, mas não deu certo, estava tudo fechado. Voltamos para o hotel e almoçamos por lá mesmo. Tiramos uma soneca e voltamos para jantar no restaurante do hotel – outra vez. Muuuuita preguiça.

No sábado, Bandita/Pivão, ele pilotando a moto dela e ela na garupa, e o Wagner, também de moto, foram nos encontrar. O Belo tinha falado que ia, mas esqueceu do aniversário da filha e teve que cancelar. Mas o Wagner o substituiu muito bem, chegando atrazado ao encontro com a Bandita e o Pivão. O resto do povo, não pôde ir, pena…

Logo após chegarem em Ourinhos, fomos todos almoçar num restaurante argentino, indicado por amigos. Muito boa a comida. Depois fomos passear pelo centro da cidade. Paramos para um café e o Manolo aproveitou para comer uma fatia de bolo. Logo depois, em outro local, eu e o Edson comemos um churro. Muito bom, mas muito grande, saímos estufados. Depois dessa, só mesmo uma soneca pra ajudar na digestão. Saímos à noite para jantar numa cantina italiana. Nos empaturramos outra vez. Foi um passeio gastronômico. Agora temos a semana inteira pra perder o peso que ganhamos. Mas a Edna já começou em Ourinhos mesmo, fazendo esteira lá no hotel no sábado e no domingo.

No domingo, o Wagner não acordou bem. Alguma coisa que ele comeu não fez bem a ele. No fim, o Edson deu uma carona pra ele até a casa dele em Itu e o Pivão levou a moto dele. A Bandita teve que pilotar a moto dela. Coitada, ficou tão chateada…Smiley piscando. Ela e a Edna deram um esticão na Castello e sumiram de vista. Só as encontramos mais a frente, num pedágio. Ambas com um sorriso de orelha a orelha. No fim, decidiram que o Pivão levaria a moto do Wagner para Sampa e depois o Wagner vai pegar. Eu bem que queria que o Pivão deixasse a moto do Wagner em casa, assim, eu cobraria um churrasco pra devolver, mas ele não topou não. Pena. No fim,  todos chegaram bem em suas casas, sem maiores problemas. Comemos muuuito, botamos as fofocas em dia e ainda matamos a vontade de pilotar nossas motos. Não poderia ser melhor.

Poços de Caldas–jun/19

O Manolo convidou a turma para visitar a mostra de motos em Poços de Caldas no fim de semana de 01-02 junho. Sidnei(eu)/Edna, Wagner/Ana toparam. O resto do povo, infelizmente, não pôde ir. Marcamos saída no posto do Oi. De lá saíram Sidnei/Edna, Manolo e Rosana. Ela de carro por causa de remédios que estava tomando. Passamos no Serra Azul, onde o Wagner e a Ana nos esperavam e de lá seguimos em frente. Paramos para abastecer perto de Andradas, onde um caminhoneiro nos deu a dica de ir por Andradas pois a serra, depois daquela cidade, é muito bonita. Fizemos esse caminho e, de fato, a serra é bastante bonita.

Em Poços, enquanto esperávamos os quartos serem liberados, uma cervejinha pra relaxar. E a Edna aproveitou para ir numa sapataria para consertar a bota dela. Depois de alojados, direto pro Restaurante Araujo para almoçar. Em seguida, seguimos para a mostra de motocicletas. Não mudou muito desde a última vez que visitamos essa mostra. Pequena, com poucas motos. De diferente da última vez, agora tinha um mecânico que iria montar uma CB 400 em apenas 2 horas. Ficamos esperando para ver e curtindo um rock das bandas contratadas para o evento. Foi aí que encontramos o Talibã e a Melissa, amigos dos tempos dos Nouflanelas. Estavam passeando com um grupo de amigos. O Manolo e o Talibã ficaram no maior papo enquanto o mecânico montava a moto e acabaram não vendo nada durante a montagem. Mas também, ninguém teve paciência de ficar até o fim da montagem. Voltamos todos para o hotel, para um banho e relaxar.

À noite, voltamos para o Restaurante Araujo para uma pizza. Acabou que o Talibã e Melissa apareceram com o grupo deles para jantar também. Um bom papo, pizza e cerveja e voltamos para o hotel.

No dia seguinte, o Wagner e a Ana resolveram voltar mais cedo pra casa. Saíram logo de manhã. A Edna, o Manolo e a Rosana foram passear de teleférico e o Sidnei, adivinha… na cama. Na volta dos três, saímos todos de volta para Sampa. Maior sol. Perto de Mogi Mirim, paramos para abastecer. Mas o espírito do Belo, só de sacanagem, resolveu baixar no Sidnei. Quando eu fui empurrar a moto para longe da bomba, esqueci de abaixar o pé de apoio da moto e fomos os dois pro chão. Nada grave. Enquanto isso, a Edna recebeu msg do Wagner avisando que chegaram bem e que estava chovendo em Campinas. Saímos de espírito preparado para a chuva. Chegando em Campinas, foi o espírito do Pivão que baixou no Sidnei. Em vez de ir pela D. Pedro e Bandeirantes, resolvi cruzar a cidade de Campinas. Fui xingado pela turma, mas pelo menos ninguém tomou chuva e a Edna pôde praticar bastante o pára e anda com a moto nova dela. Agora, pelo menos, ela se acostumou bastante com uma moto mais pesada. No fim, saímos direto na Santos Dumont e a turma se separou. Manolo/Rosana finalmente pegaram a Bandeirantes e eu e a Edna seguimos até a Castello. Mas aí, não teve jeito. Chuva até chegar em casa. Mas chegamos todos bem, apesar dos espíritos sacanas dos amigos que não puderam ir…. Tomara que eles possam ir na próxima, pro Sidnei não “pagar” mais micos.

Aiuruoca

 

Clique aqui para ver filminho do grupo almoçando no Restaurante Casal Garcia

Depois de um bom tempo, finalmente saímos para um passeio. Dessa vez, o destino foi Aiuruoca, em MG. Fica na Serra da Mantiqueira, ao pé do Pico do Papagaio. Distante mais ou menos 350 km de SP. Muitos morros e cachoeiras na região. O nome Aiuruoca vem do tupi-guarani e significa Casa do Papagaio (Aiuru = papagaio e oca=casa). O Wanzer esteve lá quando fez o Caminho Real e gostou tanto que nos convidou para conhecer. Marcamos para o último fim de semana de março. Fomos em 5 casais e 10 motos. Wanzer/Soninha, Manolo/Rosana, Edson/Cláudia, Sidnei/Edna e Antonio Carlos/Luciane. Edna, Cláudia e Soninha, todas de moto nova, e a Luciane estreando na estrada conosco. Belo/Céu e Pivão/Bandita dessa vez não puderam ir. Pena.

Encontro marcado em Mairiporã, menos Sidnei/Edna e Edson/Cláudia que foram direto para Atibaia esperar o resto do grupo. Tocada tranquila, sem problemas. O trecho entre a Fernão Dias e Aiuruoca tem uma paisagem muito bonita. Chegando na cidade, fomos direto para o Armazém Macieira tomar algumas cervejas artesanais e comer algumas tortas caseiras. Depois de muita farra, seguimos para a pousada, onde tomamos um banho e continuamos a conversa até a fome bater. Fomos então comer uma pizza e depois dormir.

Dia seguinte fomos visitar o Vale do Matutu (significa Cabeceira Sagrada), com veículos 4×4. O Wanzer conseguiu dois veículos que acomodassem os 5 casais. São 17 kms de estrada de terra. Saímos às 08h30 e pegamos uma estradinha de terra batida, mas em boas condições. Alguns trechos eram ruins, mas a maior parte foi tranquilo. O Vale do Matutu foi declarado pela Unesco como reserva da biosfera da Mata Atlântica e faz parte da área de proteção ambiental (APA) da Serra da Mantiqueira. Nossa primeira parada foi no Casarão, secular sede da fazenda antiga e patrimônio histórico municipal, que está no centro do Matutu. Atualmente é a sede da Associação de Moradores e Amigos, a AMA Matutu e abriga um Centro de Informações ao visitante. Passeamos pelo casarão, com seu piso de madeira antiga, pé direito bem alto, forno a lenha, janelas e paredes largas. Eles têm um cômodo onde vendem lembranças, queijos e goiabadas. Compramos queijo e goiabada cascão e fizemos um lanchinho na cozinha do casarão. Muito legal. Depois fomos passear pelo local em direção a uma cachoeira. No caminho, pés de Araucárias, com pinhas. O chão, cheio de pinhões. Mesmo assim, o Wanzer jogou uma pedra pra tentar derrubar uma pinha. Mas não conseguiu não. Já o Manolo, acertou na primeira. Enchemos um saco plástico com os pinhões para cozinhar à noite. Começou a chover e desistimos de chegar na cachoeira. Voltamos para o casarão e a chuva passou. Bom, seguimos nosso passeio, dessa vez para o restaurante Casal Garcia. Um bar e restaurante com vista para a Cachoeira dos Garcia. Já no caminho, dava para curtir uma paisagem maravilhosa. E no restaurante, além da cachoeira, dava para ver o mar de morros com o Pico do Papagaio ao fundo. Almoço com cerveja artesanal, música ao vivo e uma vista maravilhosa. Apesar da distância e da estrada, estava lotado e tivemos que esperar um pouco. Mas nada que algumas cervejas e caipirinhas não contornassem. No fim do almoço, como cortesia, a dona nos ofereceu um coquetel de alguma fruta cítrica. Veio com uma pequena colher de pau para mexer. Teve gente que achou que era um canudo e tentou chupar. Adivinha só a zoeira que tiveram que aguentar. Um cafezinho e voltamos para a pousada. Cansados. Mesmo assim, ainda saímos para um sorvete algumas horas mais tarde. Mas, adivinha quem recusou o sorvete e preferiu dormir? O Wanzer!!! Inacreditável. O cara já não é mais o mesmo. Nunca o vi recusar sorvete antes. Fim dos tempos. Bom, fomos dormir. Lembra dos pinhões que pegamos para cozinhar à noite? Não? Nem nós lembramos.

Domingo, dia de voltar. Saímos às 10h00. Tempo suficiente para compras, na maioria queijo, marmeladas e azeites. Pegamos estrada, mas o Sidnei, que estava puxando, errou a saída da cidade. Tivemos que voltar. Ainda bem que foi um trecho pequeno. Edson e Cláudia se separaram do grupo no primeiro entroncamento. Na Fernão Dias, pra variar, nos perdemos do Manolo. Mas o Wanzer o encontrou e nos reunimos novamente. Mais pra frente Sidnei e Edna saíram pela Dom Pedro. Volta tranquila, todos chegaram bem. Foi o primeiro passeio do ano e foi muito bom. Agora é só esperar pelo próximo. Valeu turma.

VIAGEM PARA MENDOZA – ARGENTINA

 

Tinha vontade de conhecer esta região há tempos. Os amigos Pivão e Eliane foram no final de 2017 passear e fizeram os caracoles do Chile. As fotos me encantaram ainda mais, fazendo me programar para conhecer. Bom então vamos nos programar, pensei.

Comecei a pesquisar e, tudo certo, convidei os amigos para esta viagem. Bom, um tem uma coisa, o outro, outra e assim só meu fiel escudeiro o SEUCHUPANÇA resolveu ir.

Bom, então vamos nós!

Saímos dia 22 dezembro aqui de casa às 6 hs da manhã (sim chegou no horário).

Partimos. Nosso objetivo seria a divisa com a Argentina, a cidade de Dionísio Cerqueira, mas por motivos de força maior paramos em Palmas PR para dormir.

No dia seguinte saímos após o café da manhã, fizemos a aduana, trocamos dinheiro e seguimos com destino a Posadas-Missiones para conhecer as ruínas Jesuítas argentinas, já que as brasileiras, em partes, já conhecemos. Nos hospedamos no Hotel Posadas. Chegando, fizemos o check-in e contratamos um remi para nos levar até San Ignácio Mini (assim pudemos descansar o assento da moto). Lugar muito bonito. As ruínas estão em partes restauradas. Havíamos pensado em conhecer as do Paraguai, mas a fila para atravessar era muito, mas muito grande mesmo. Eram de paraguaios que trabalham na argentina indo passar as festas com suas famílias. Então resolvemos deixar para uma próxima vez.

No dia seguinte pegamos as motos e fomos conhecer as outras ruínas e outros pontos turísticos da região de Posadas.

No outro dia, após o café da manhã, saímos rumo a Mendoza. Rodamos o dia todo até a cidade de Paraná –Entre Rios.

Ao entrar na cidade, vimos hotel, paramos e lá ficamos. Tomamos banho, chamamos um Remi e fomos tomar uma cerveja e comer alguma coisa. Depois cama, pois no outro dia iríamos levantar cedo.

No dia seguinte acordamos, tomamos o café da manhã e seguimos rumo a Mendoza-Mendoza.

Tínhamos uma reserva no hotel e lá nos hospedamos. Chegamos já era noite, mas ao entrarmos na província de Mendoza, passamos por um portal. A ruta 7 dá acesso à cidade. Conforme fomos descendo sentido capital, o sol ia se pondo e a nossa frente estava a cordilheira, que era vista apenas sua silhueta. Já dos dois lados da estrada, vinhedos e mais vinhedos nos acompanhavam e ao fundo o sol se pondo. Era 20.30 hs quando ele se escondeu lentamente atrás da cordilheira e destacava ainda mais a silhueta da cordilheira. As nuvens passaram a ter um tom dourado intenso e, por trás das montanhas, o sol ia se despedindo, podendo ser traduzida apenas pela sensação e pelo sentimento de felicidade por estar presenciando tudo aquilo. Simplesmente maravilhoso.

Pouco tempo depois estávamos dentro da cidade, onde o GPS nos levou ao hotel e fizemos o check-in. Descarregamos as malas e, ao lado, tem o que, pra nós, é uma quitanda. Compramos frutas, um pouco de queijo e fomos no hall do hotel tomar uma cerveja e comer nosso queijo, já que o hotel não servia jantar. Depois fomos descansar.

No dia seguinte optamos por fazer um tour para conhecer os vinhedos, as bodegas e lugares onde se produz azeite com direito a degustação. Muito bom, principalmente poder beber sem ter que pilotar.

Assim, fomos em duas Bodegas e também conhecer um azeite elaborado de modo artesanal. Uma delícia.

Retornamos ao hotel por volta das 20 hs. Mais uma vez tomamos uma cerveja, lanchamos no hotel e cama.

No outro dia saimos para conhecer e/ou fazer os caracoles del año – Villa Vicenzo, 365 curvas

Bom rodamos uns 20 km, saindo da cidade sentido ruta 52, quando de repente, o meu amigo SEUCHUPANÇA cola ao meu lado e pede pra eu parar. Parei e disse.

-Fala Belão

E ele diz

-Vamos precisar de documentos?

Eu respondo

-PASSAPORTE NÃO! Só os documentos da moto e carteira de habilitação.

-bom adivinhem.

Depois de uma hora …..

Retornamos ao mesmo ponto e seguimos ate Villa Vicenzo

É um caminho pitoresco, também chamado “a estrada de um ano” (pelas 365 curvas e contracurvas), que vai desde o Hotel até a Cruz de Paramillos (a 3.200 metros sobre o nível do mar), a antiga estrada para o Chile. Atualmente é um caminho de ripio com uma impressionante vista para o vale com imponentes paisagens, às vezes interrompido por deslizamentos que resultado de grandes chuvas ou tormentas, provocam o deslocamento de pedras e terra pelo caminho.

Rica em mananciais que fornecem água a numerosos postos de criadores de gado. A mais importante destas vertentes está no km 47 e forma as Termas de Villavicencio. Estão localizadas a 1.800 metros de altitude. Suas águas minerais são saudáveis para beber e famosas por suas propriedades curativas. Aqui são engarrafadas e logo comercializadas em todo o país. As águas minerais de Villavicencio procedem destes mananciais. Embora este local já fosse conhecido na época dos aborígenes, seus valores terapêuticos se difundiram a partir de 1902

A 3.000 m, permite conhecer todo o esplendor do Valle de Uspallata, aos pés da imponente cordilheira, com um visual do magnífico Aconcagua. Por volta de 1.700, os jesuítas exploraram aqui uma mina de prata e construíram uma pequena capela de pedra cuja alta cruz deu nome ao local. Anos mais tarde, a mina foi adquirida pelo grande latifundiário Joseph de Villavicencio. Cerca de 3 km mais adiante se encontram restos de estabelecimentos mineiros. A 500m, uma placa, à esquerda, lembra a passagem do ilustre naturalista Carlos Darwin (1835) que, neste local, descobriu exemplares de fósseis de araucárias.

No km 67 termina o caminho sinuoso e a estrada continua em direção a Uspallata. Avista-se um grande vale e podemos apreciar alamedas, potreiros e casas de campo. Este extenso espaço entre as montanhas se extende até o norte pelos amplos vales de Calingasta, Rodeo e Iglesia, outrora atravessados pelo legendário Camino del Inca. Os vales de Uspallata e Calingata formam o maior vale da Cordilheira dos Andes em toda sua extensão sul-americana.

No final da estrada chegamos a Uspallata, última cidade argentina, caminho único para aceso ao Chile. De lá retornamos pela ruta 7 até Mendoza. Novamente chegamos a noite, paramos para comer próximo ao hotel, era 22.30 hs. Tomamos umas cervejas, comemos e hotel, pois no outro dia faríamos os caracoles do Chile.

Assim saímos pela manhã sentido caracoles chilenos.

Seguimos desta vez por uma outra ruta. Em Mendoza sentido Chile existem 3 caminhos, todos terminam em Uspallata.

1) A ruta 7, linda, toda cercada de montanhas altas. Ora muda de cor, mas sempre dos dois lados das montanhas;

2) Caminho de Villavicencio, descrito acima;

3) Caminho de Cacheuta Ruta 82, que é muito bonita, com barragens, tuneis e uma estrada com lindos caracoles.

Então, neste dia seguimos pelo caminho de Cacheuta até Uspallata. Paramos para abastecer e ficamos sabendo que a Aduana no Chile estava com 4 horas de espera, pois havia um movimento muito grande.

Bom…Viemos aqui pra isso então, vamos esperar .

A polícia de Uspallata estava liberando o trânsito aos poucos. Faltavam 100 km pra a divisa e, quando chegou nossa vez, fomos e, lá na aduana, esperamos um tempão mesmo.

Fizemos os tramites e atravessamos. Dali se começa a sentir os ventos que sopram do pacífico, os mesmos que estão na região da patagônia e terra do fogo. Aqueles, Manolão… Achamos onde são fabricados, é aqui nos caracoles.

Quando chegamos às curvas… que coisa maravilhosa, simplesmente lindas.

Descemos até a última curva, subimos e descemos novamente. Parecíamos crianças no play Center, que delícia.

Paramos nesta curva. Naquela, lá na outra e nas outras para fotografar e admirar.

Os ventos eram tão fortes que em algumas fotos, um segurava a moto e outro fotografava, mas a sensação que sentia de estar lá era maravilhosa, estava realizado.

Por algumas horas ficamos lá admirando e depois começamos nosso retorno a Mendoza, já que tínhamos optado por fazer desta o nosso ponto.

Chegamos por volta das 10 da noite, comemos e fomos descansar.

No dia seguinte fomos conhecer a cidade, aproveitando para relaxar, acordando mais tarde e passeando tranquilamente de ônibus turístico, onde encontramos uma turma de motociclistas do RS, que pegamos amizade e ficamos batendo papo até que duas senhoras (portenhas) implicaram com a gente, que estávamos falando alto…. Bom, brasileiros e motociclistas juntos não tem jeito. Tudo certo, continuamos.

Neste dia almoçamos, acho que na viagem toda foi a única vez que almoçamos. Paramos no centro de Mendoza, onde tem calçadão e as mesas dos restaurantes são colocadas pra fora. Tomamos umas cervejas tiradas (chopp), comemos e voltamos a tarde para o hotel, onde fomos preparar as motos para o retorno, que se deu o dia seguinte.

Bom, dia 31-12-18 saímos para o nosso primeiro dia de retorno. Vamos tocar até onde nos convier e assim fizemos. Neste dia nos deram a dica de, ao invés de pegarmos a auto estrada, que fôssemos pelas serras de Córdava. E assim fomos até uma cidade chamada San Francisco.

A serra é muito bonita, com represas e Pueblos muito bem organizados. Quando chegamos já eram umas 19 hs, ainda dia, pois o sol se põe após as 20.30 hs

Paramos em um hotel, fizemos o check-in e saímos em busca de algo para comer, o que hoje seria complicado, pois tudo estava fechado. Nos informaram que virando ai e depois ai, teria “pra nós, uma mercearia”. E foi ali que encostamos as motos. Na frente tinha uma meia dúzia de jovens. Desci, cumprimentei todos brincando e fomos muito bem recebidos. Falei que gostaria de comer alguma coisa e um dos rapazes, filho do dono, foi logo pra dentro do balcão. Perguntou o que poderia ser, nos deu uma bela cerveja gelada, comemos um lanche, brincamos com eles, pois os argentinos são muito receptivos aos brasileiros. Nos tratam muito bem e gostam por demais de nosso país e nossa gente. Todos os argentinos que conheci e que vieram para o Brasil, falam do Rio e Camboriú. São os lugares que mais procuram. E assim batemos papo até as 22 hs, quando estavam fechando o mercadinho para irem se juntar aos familiares para a ceia de ano.

Nós fomos para o hotel, pois no dia seguinte saímos cedo para seguir viagem.

Bom, dia 01-01-19 saímos cedo, pois a meta seria dormir em Puerto Iguazu ou próximo, pois pensamos em fazer compras no Duty free. Então seguimos.

Quando atravessamos o túnel de Santa Fé para o Paraná, entrando na província de Entre Rios, rodamos uns 100 km.

No céu se avistava umas nuvens escuras, mas como não somos de açúcar, seguimos em frente e logo estávamos dentro de uma Tormenta Elétrica, como dizem nossos Hermanos. O céu estava muito escuro, a água que descia era muita, mas já estávamos lá, não tinha jeito. Foram 40 km de dilúvio. Não se via nada além de água e mais água. Bom, como tudo começa e termina, no final dos kms começamos a ver algo como… Bom, cada vê uma coisa, mas parecia um portal. Era o fim da tempestade. Dos dois lados da estrada tudo escuro, e a frente aquela saída assim, como um túnel com sol e nuvens claras. Era o fim das chuvas… Que gostoso, de alma lavada começava o primeiro dia do ano, pensava eu.

De repente, cola do meu lado meu amigo SEUCHUPANÇA e me dá sinal passando as duas mãos por cima do tanque como dizendo:

– APAGOU TUDO…APAGOU TUDO

Mostrei pra ele a placa que a 500 mts tinha um posto e seguimos até lá, paramos e ele me diz:

-APAGOU TUDO…APAGOU TUDO, o painel está tudo apagado, nada funciona.

Desci da moto e o barulho da moto do Belo era diferente, o motor funcionava picado, alto e muito diferente. De repente parou simplesmente, desligou sozinha.

Bom, foi tentar uma partida e nada.

Poderia ser algum terminal ou conector que desencaixou ou trincado, teria umedecido, mas não… Era a bateria (motivos a parte). Ficamos ali, no meio do nada, próximo de um pueblo chamado Lá Cruz, na ruta 14.

O frentista do posto, gente muito boa, nos auxiliou. Fizemos contato com a assistência familiar (Pakito) para ver se em Foz, Uruguaiana ou outra cidade, teria uma bateria de 19 amperes para vender, mas nada. Somente em Curitiba teria uma BMW.

Achar uma bateria deste tamanho não é fácil, mas vamos tentar. O tempo foi passando e já estava escuro, pois havia chovido mais. Nesse meio tempo, decidimos deixar a moto no posto e ir para uma cidade por eles considerada grande, que estava a 100 km dali, Santo Tomé. O nosso assistente no Brasil nos reservou um hotel e nos enviou o voucher com endereço. O Belo pegou as malas, a bateria, e seguimos para lá, ele de taxi e eu com minha moto.

Já no hotel fomos tomar banho e jantar, pois nada poderia ser feito àquela hora.

Tomamos umas Quilmes, comemos e descansamos.

No dia seguinte pela manhã fomos atrás de uma bateria. Missão impossível, pois na cidade, as duas lojas de peças para motocicletas estavam fechadas e, mesmo que estivessem abertas, olhando de fora se percebia que não teriam baterias com mais que 12 amperes. Assim, encontramos um senhor que deu uma carga na bateria e logo voltamos novamente para onde a RT estava.

Colocamos a bateria e demos partida. Rummm…, pegou oba!

Abastecemos e estrada. Mas, 2km depois, aquele sinal das duas mãos por cima tanque apareceu novamente. Entrei no acostamento e retornamos de volta ao posto em La Cruz.

Por sorte, os argentinos são muito atenciosos e muito prestativos.

Novamente nos deram todo apoio. Nos transferiram o WI FI do celular para que pudéssemos manter contato com nosso escritório central no Brasil, mais especificamente em Guarulhos, que nos deu todo apoio chamando o guincho no Brasil, já que o guincho internacional demoraria muito. E assim, o dono do posto fez contato com um guincho em Passo Del Libre, que fica a 100 km de onde estávamos e o guincho se comprometeu a vir pegar a moto.

Bom, tudo acertado, só teríamos que aguardar o caminhão, que levou mais ou menos 3 horas e meia pra chegar. Carregamos a moto, amarramos e meu amigo mais uma vez voltou de guincho, comendo lanchinho da Porto Seguro.

Bom, assim segui viagem solo. Faltavam 550 km para Puerto Iguazu e já era umas 16 horas. Eu rodei até uma cidade chamada Jardim America.

Parei para pedir informação e quando estava parado no farol, cola do meu lado um ciclista respirando acelerado e dizendo

-VI SU BANDERA, GUSTO MUCHO DE BRASIL

-SOY MOTOCICLISTA TAMBIÉN

E assim me indicou um hotel bem na via lateral, a ruta 12, que é da sogra dele.
Bom, já no hotel tomei meu banho e desci pra jantar a 50 mts do hotel. Quando estava tomando minha cerveja, o amigo apareceu pra bater papo. Ele vem para o Brasil agora, meados de Janeiro, com a família, esposa e filha, e gostaria de umas dicas pra não ter que atravessar por dentro de SP, para seguir a caminho de Paraty. Passei umas informações, tomamos uma juntos. Ele fez questão de trazer a motocicleta dele pra eu ver, uma Hayabusa, as primeiras que foram fabricadas. Ele a restaurou pintando na cor do carro do Airton Senna “John Player Special”, em homenagem ao campeão, que é seu ídolo.
A motocicleta é linda!
Depois foi embora e eu fui dormir, pois amanhã levanto cedo e sigo rumo a Puerto Iguazu.

Assim sai cedo e segui chegando à aduana. Fiz os tramites, parei no Duty Free, fiz umas comprinhas de lembrancinhas, etc… Voltei para a estrada e rodei até entardecer, parando em Guarapuava, em um hotel à beira da estrada, ótimo.
Entrei, fiz o check-in, fui tomar um banho. O jantar seria servido as 19.30. Cheguei mais cedo, tomei uma cerveja, jantei e cama, acordando as 5 da matina.
Arrumei a moto, tomei meu café e estrada, chegando em casa à tarde.</span>

Nesta viagem aprendi muito.

Conheci Posadas, cidade muito bem estruturada, muito bonita, banhada pelo rio Paraná. Visitamos as ruínas jesuítas.

Conhecemos Mendoza, simplesmente linda, muito arborizada e organizada. Cidade com muitas praças e calçadões e cercada pela cordilheira.

Fomos conhecer os Caracoles Chilenos, um carimbo no currículo. As 365 curvas de Villa Vicenzo, El Camino de las 365 Curvas.

Atravessamos 05 províncias.

Rodamos 8.500 km no total entre ida volta e passeios na região.

Passamos muito calor.

Demos muitas risadas e tomamos uma boa chuva.

Chegamos em casa bem e de alma lavada.

Muito obrigado ao nosso assistente no Brasil.

E a você Belo pela companhia, confiança e sua amizade.

Como dizem nossos Hermanos:

HASTA NUESTRA SIGUIENTE VIAJE

Ribeirão Preto–começando 2019

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Ano passado fizemos poucas viagens, mas esse ano começamos bem. Belo e Wanzer foram fazer o Caracoles, na Argentina (os “causos” dessa viagem, na próxima postagem). Manolo/Rosana foram para Camboriú. Sidnei/Edna e Pivão/Bandita foram curtir uma piscina em Ribeirão Preto. O resto do povo não pode ir, cada um com seus motivos. Mas mesmo assim, já foi um começo promissor.

A ideia de Ribeirão Preto veio da Bandita. O hotel escolhido foi o Golden Park Hotel. Pertinho da entrada da cidade e pertinho do Novo Shopping. Um hotel confortável, bom quarto, piscina, academia, wi-fi (instável) restaurante e preço acessível. A ideia era mesmo relaxar. Ficar na piscina, curtir o sol, aproveitar pra passear pela cidade. O encontro foi no Serra Azul. Tomamos um café e seguimos em frente, com muita calma, parando para relaxar, sem pressa. Viagem tranquila. Chegamos e fomos direto para a piscina. Não tava muito limpa não, ninguém teve vontade de entrar. Pedimos uns petiscos e muita cerveja. Mais tarde descansamos e jantamos no hotel mesmo.

Na quinta feira, Pivão e Bandita foram passear e voltaram direto para a piscina. Eu e a Edna fomos passear até o Novo Shopping após o café da manhã para pegar alguns Pokémons e acabamos resolvendo um assunto da Edna na loja da Claro. Voltamos direto para a piscina do hotel. Dessa vez, a piscina estava limpa. Deu pra curtir, debaixo de um sol de 40°. Até eu entrei na água. Saímos mais tarde para almoçar num restaurante argentino, o Cabaña. Muito bom, carne deliciosa, bom atendimento, boa cerveja. Valeu muito a pena. Voltamos para o hotel para descansar. À noite fomos conhecer a choperia Nobre, no Novo Shopping. Nos falaram que o chope é melhor do que o do Pinguin, e mais barato. Na verdade, nenhum dos dois. O chope não nos agradou e, descobrimos mais tarde, é mais caro que o do Pinguin. Mas, nesse passeio, de tanto ver eu e a Edna pegar Pokémon, a Bandita resolveu instalar o aplicativo no celular dela e começou a pegar Pokémon também. Foi uma farra.

Na sexta-feira, nada de piscina. O tempo não estava muito propício. Mas deu pra aproveitar a academia. Quer dizer, o Pivão, a Edna e a Bandita. Eu fiquei dormindo. Um pouquinho de esteira pra esquentar e depois café da manhã. Em seguida, fomos dar uma volta no Novo Shopping e, dessa vez, até o Pivão estava caçando Pokémon. De lá, fomos direto para o Restaurante do Nelson, comer o tradicional bife a parmegiana. Mas…. estava fechado. Decidimos então, “bater o ponto” no Pinguin. Bom como sempre. Depois passeamos pela cidade, onde pegamos Pokémons e o Pivão comprou uma rifa de um fusquinha 69. Preparem-se, acho que teremos que voltar até o fim do mês pro Pivão receber o prêmio Smiley piscando. Voltamos para o hotel para relaxar e à noite fomos conhecer o Empório Sta. Therezinha, no Shopping Iguatemi, do outro lado da cidade. Nos falaram muito bem do chope e dos petiscos de lá. Realmente, o lugar é bonito. Vendem frios, queijos e outros produtos e tem um espaço para chopes e aperitivos. Só que estava simplesmente lotadíssimo. A fila de espera era de 50 minutos. Acabamos indo a uma pizzaria ao lado e ficamos só na pizza.

Dia seguinte, sábado, combinado de voltar pra casa. Marcamos saída às 10h00, mas acabamos saindo por volta das 09h20. Tempo chuvoso a viagem inteira, mas chuva fraca, garoa. Viemos bem. Todos chegaram bem em casa. Foi muito bom e revigorante. Valeu cada minuto.

confraternização fim de ano

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Mais um ano que termina. E esse não foi um ano de muitos passeios. Muitas mudanças nas vidas de todos atrapalharam nossa “agenda” de passeios. Mesmo assim, conseguimos alguns passeios mais curtos.

Mas a confraternização de fim de ano não poderia faltar. Ponto de encontro no posto do Oi da Bandeirantes, muita farra, muito papo pra colocar em dia. De lá seguimos para o restaurante Jangada, em Mogi-Guaçu. Pivão/Bandita, Edson/Cláudia e Wanzer/Soninha foram de carro, mas o resto, todos de moto. Bom que o Wanzer foi de carro, pois pode levar a linda Giovana, a netinha deles, que já está bem crescidinha e muito charmosa.

Já conhecíamos o restaurante. Bom, agradável e aconchegante. Comida boa, farta e atendimento cordial. Comemos, jogamos conversa fora e voltamos com a promessa de retornarmos nossos passeios ano que vem com mais frequência. O desafio tá lançado. Valeu mais um momento de descontração e alegria do nosso grupo. Boas festas a todos nós.